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O Mercado dos Combustíveis, localizado no Cazenga e conhecido pela comercialização de peças usadas de automóvel, é um dos locais que foi encerrado pela `Operação Resgate´, que arrancou a 6 de Novembro.

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Cerca de um mês depois, desde o encerramento do mercado, onde operavam cerca de 670 comerciantes, a administração e os vendedores manifestam opiniões diferentes sobre o procedimento.

O administrador do mercado, João Baptista, nega as informações postas a circular, segundo as quais o encerramento se deveu à venda de peças roubadas. Garante que o encerramento é temporário e que as peças apreendidas serão devolvidas, assim que os proprietários consiguiram provar que tiveram origem lícita.

Sem precisar para quando a reabertura, João Baptista assegura que, quando for reaberto, o mercado será “mais bem higienizado” e que as bancadas serão substituídas por pequenas lojas. Segundo explicou, numa primeira fase, serão priorizados os vendedores de bebidas e alimentação, e a posterior os comerciantes de acessórios e peças para viaturas, que consigam provar a sua origem legal.

“Os vendedores têm de cultivar o hábito de pagar impostos. O funcionário público paga IRT, porque é que quem trabalha de modo individual não pode pagar?”, questiona o administrador, considerando que a “organização dói, mas que tem de ser feita”.

Para Henrique Fernando, antes do encerramento do mercado, o “Governo devia transferir” os operadores para outro local. “É assim que se governa pensando nas pessoas”, avaliou o mecânico, que conta ter todas as ferramentas apreendidas. “É nesta praça onde sai o pão para as nossas famílias. O que vou fazer agora?”, questiona.

Opath Kima, comerciante há cinco anos, à semelhança de muitos, garante depender exclusivamente daquele mercado. O jovem entende “não fazer sentido” que o Governo encerre o local por “registar vendas de peças de ocasião” para as viaturas, quando “as lojas dos nigerianos que nos vendem o material continuam abertas”.

 

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