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COOPERATIVA. Financiar pequenos agricultores, com até cinco milhões de kwanzas, com equipamentos, máquinas e sementes é um dos objectivos da recém-criada Cooperativa de Crédito Agrária de Angola. COPCA já foi autorizada pelo BNA.

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As cooperativas de camponeses em Angola, filiadas à União Nacional das Cooperativas Agrícolas de Angola (Unaca), criaram a Cooperativa de Crédito Agrária de Angola (COPCA). A organização já foi legalizada pelo Banco Nacional de Angola (BNA), com um capital social de cinco milhões de kwanzas, e vai passar a recolher quotas dos 1.388 associados e posteriormente ceder crédito de até cinco milhões de kwanzas, além de meios agrícolas.

O presidente da Unaca, Albano Lussati, garante que a cooperativa vai assegurar financiamento a agricultores e camponeses destinado à produção de diversos alimentos e à criação de empregos. “Já temos cooperativas a criar empregos para não camponeses”, explica.

Albano Lussati lembra que, entre 2014 e 2016, os camponeses “viveram momentos muito difíceis”, provocados pelo “elevado” preço dos adubos, cujo saco de 50 quilos chegou a custar 30 mil kwanzas. A situação só foi alterada com a intervenção do Ministério da Agricultura e Florestas, que reduziu o preço para 5.700, o que, segundo o presidente da Unaca, “estimulou” a produção.

Para Albano Lussati, a criação da COPCA é um grande “ganho” dos membros da Unaca, justificando que também vai ter a missão de captar financiamentos e procurar parceiros para estabelecer relações com os diferentes membros da organização. Por exemplo, quando uma organização precisar de um tractor, a COPCA “irá à procura de empresas que possuam estes meios, estabelecer relações ou financiar a compra do mesmo”.

Albano Lussati lamenta que nenhum banco esteja disposto a fornecer créditos directamente às cooperativas agrícolas.

O presidente da COPCA, José Luís, promete, por sua vez, fornecer material como fertilizantes, sementes, enxadas e catanas. A entrega dos meios está dependente da solicitação das cooperativas. Nos critérios para as cooperativas terem acesso ao financiamento, destacam-se, entre outros, o de ser membro da Unaca, ser legalizada, estar a funcionar e ter uma sede.

O financiamento não poderá ser feito por ciclos de produção. José Luís reconhece que essa metodologia “não ajuda” os agricultores, que poderão usar uma parte do dinheiro na preparação de terras. O líder cooperativo lembra que preparar a terra, lançar a semente e colher são precisos, no mínimo, dois anos. O financiamento em meios será dado por ciclos agrícolas, ou seja, se for solicitado para cinco meses, a COPCA dará para seis meses.

 

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