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A Associação Mercantil de Pequenas e Médias Cantinas de Angola (AMPMCA), constituída por nacionais e estrangeiros, teme que a ‘Operação Resgate´, com início marcado para 5 de Novembro, deixe um rasto de violação dos direitos humanos, à semelhança dos relatos vindos das Lundas-Norte e Sul.

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A operação, segundo as autoridades, visa “reforçar a ordem e a tranquilidade públicas. Para Erickson Alfredo Jamba, presidente da AMPMCA, a ideia “não é má”, mas apela a que se respeitem os comerciantes. O assessor Omar Touré, de origem guineense, teme que a operação fomente a xenofobia, dado que boa parte das cantinas é detida por estrangeiros. “Há associados que se encontram na condição de imigração ilegal. Esperamos que a estes não lhes seja exigido algum dinheiro para omitir as suas falhas. Desejamos que as autoridades os levem com dignidade, resolvam a sua condição ou os repatriem”, apela Omar Touré.

O responsável, que diz pretender acautelar os excessos da carga policial, recomenda as autoridades a protegerem os bens de todos os comerciantes que eventualmente forem detidos na operação, para que se “evite a vandalização dos seus estabelecimentos”.

A AMPMCA tem um total de 500 associados de 19.800 cantinas e pequenas perfumarias. Foi criada em 2016, com o objectivo de auxiliar os comerciantes com palestras motivacionais, bem como contribuir para o seu registo e acompanhamento contabilístico face às obrigações tributárias.

Polícia vigiada

A Polícia Nacional anunciou a realização, a partir de Novembro, da operação de “combate à imigração ilegal, venda desordenada e insalubridade pública”, a que chamou ‘Operação Resgate’, que visa, sobretudo, “repor a autoridade do Estado”...

Segundo fonte policial, a operação tem também como propósito “o resgate da ética e posturas administrativas”. “A operação visa desde a venda desordenada, à ambulante não organizada, às travessias fora das pedonais, venda ilegais de aparelhos de comunicação nas ruas ou mercados e reparação desses equipamentos fora dos locais indicados”, entre outros objectivos, explica uma nota do comando da Polícia Nacional.

O comandante-geral admite que a operação “deve começar dentro da polícia”. Num discurso aos novos efectivos, Paulo de Almeida desafiou os polícias a afastarem-se de “práticas nocivas”, considerando mesmo que há “batatas podres” dentro da corporação que “devem ser afastadas”. “Todas as semanas, um agente é apanhado em acções criminais e isso tem de terminar”, reforçou Paulo de Almeida. “É preciso resgatar os valores da polícia A população gosta da polícia. Muitas vezes, nós é que nos afastamos da população.”

 

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