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Esta semana, o Presidente da República, João Lourenço, voltou a reforçar a intenção de combater a corrupção. Fê-lo na sessão de abertura do V Congresso da conferência das jurisdições constitucionais de África, reforçando a ideia de que a corrupção tem lugar cativo e permanente nos seus discursos.

Se este repetir, por si só, garantisse o sucesso desta aposta, não restariam dúvidas que até ao fim do mandato do actual governo os índices de corrupção e práticas semelhantes baixariam significativamente. Mas as palavras não bastam. Há práticas simples, que representariam um grande sinal da vontade de João Lourenço, em particular, e do MPLA, em geral. Mas são ignoradas ou não convém testa-las. Uma destas práticas poderia ser escancarar as contas, negócios e práticas do grupo empresarial do MPLA, a GEFI.

É impossível acreditar que o partido, cuja holding empresarial nem um site tem, queira efectivamente combater a corrupção. É impossível acreditar que o partido cujo braço empresarial não publica os respectivos relatórios e contas, esteja efectivamente comprometido em investir na transparência, concorrência e, sequencialmente, na melhoria do ambiente de negócios do país. Sobretudo porque a GEFI, criada em 1992, é um grupo empresarial com certa influência e com interesses em diversos segmentos.

Portanto, o Presidente da República e do MPLA, João Lourenço deve, como prova do compromisso que tem com o combate contra a corrupção e a melhoria do ambiente de negócios do país, inverter o quadro.

O histórico das práticas económicas e empresarias do país indiciam que esta empresa terá sido das que mais beneficiou de práticas como a corrupção, impunidade, facilitarismos e outras que o MPLA, agora, se propõe a combater. E, talvez por isso, falta coragem de escancarar-se as portas do grupo, mas esta seria uma prova do compromisso do MPLA em melhorar o que, durante anos, esteve mal. É preciso transformar a GEFI numa empresa normal.

 

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