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A memória não me lembra, e nem mesmo o Google, de a Sonangol, perante a incapacidade de atender às necessidades de combustível, ter feito um comunicado que, além de nada esclarecer, criar mais preocupações. “Um certo condicionamento logístico…”. Não acrescenta nada.

O cidadão já sabia que existia um certo condicionalismo tendo em conta as limitações nos postos de abastecimento. Mas qual e quando estaria resolvido? O desejo era ter respostas a estas questões. Mas não foi o que aconteceu.

Três dias depois da ‘crise’, a Sonangol fez, sim, questão de acusar os automobilistas de serem parte principal do problema por aumentarem a procura como se o aumento tivesse resultado da simples vontade de as pessoas abastecerem mais e mais sem qualquer necessidade.

O mais preocupante é que, contrariamente aos comunicados feitos noutras alturas, a petrolífera evitou assumir um prazo para a resolução do problema. Nem sequer fez recurso ao “brevemente”. Disse, sim, que o mercado levará “alguns dias a voltar à normalidade”, depois da reestruturação a que foi forçada a fazer para atender a uma suposta maior procura de combustível.

Ou seja, em suma, o que a petrolífera disse é que houve um condicionalismo logístico e os automobilistas começaram a procurar mais combustível do que o habitual. Viu-se forçada a reestruturar os processos para atender esta demanda desnecessária e a reestruturação levou alguns dias para estar oleada.

A imprecisão no esclarecimento da Sonangol deu lugar a especulações, uma delas dando conta que a empresa foi orientada, pelo Executivo, a cortar em 50% a importação. Assumo que se tratou de especulação a informação do suposto corte na importação, fazendo fé a uma fonte confiável que tenho no Ministério dos Petróleos.

A petrolífera garante, entretanto, que não há falta de combustível. A ser verdade, a questão que se coloca é: Porquê alterar um processo que funcionava perfeitamente? O comunicado da Sonangol pareceu o caminho possível para esconder um grande problema, pois fica difícil encontrar uma razão para que não se detalhasse o condicionalismo logístico. Oxalá esteja enganado…!

César Silveira, Editor Executivo Valor Económico

 

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