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Sim, Nelson Mandela tinha mais razões para não perdoar do que José Eduardo dos Santos porque, enquanto prisoneiro, terá sofrido abusos e maltratos pessoais, situações susceptíveis de provocar rancor a qualquer ser humano. Enquanto Presidente da República, José Eduardo dos Santos, em princípio, estava protegido. Por ele outros homens teriam de dar o corpo às balas ou ao chicote se necessário fosse. Ainda assim, o caminho do perdão e da reconciliação que escolheu perante a fragilidade da UNITA, depois da morte de Jonas Savimbi, também demonstra a sua capacidade de perdão. Maior ou menor que a de Mandela? Mas suficiente para, no caso de perdão, o barómetro para indicação de referências políticas, merecer reconhecimento por parte de qualquer angolano.

O Presidente da República, João Lourenço, entretanto, preferiu ficar-se por Nelson Mandela por orientar “o seu povo a não perseguir ninguém, antes pelo contrário, a fazer a paz e perdoar aqueles que fizeram mal ao povo sul-africano de uma forma geral”. Justificou-se em entrevista à RTP, em mais uma exclusiva a um órgão internacional contra as duas colectivas aos órgãos nacionais. Duas situações que deixam transparecer a dificuldades em aceitar e reconhecer os de dentro. É necessário olhar-se mais para dentro e não apenas para criticar.

Quem acompanha o mundo do futebol está, nos últimos meses, perante provas de que, muitas vezes, a solução de determinado problema está em casa. Quando já pareciam totalmente mortas, as equipas de futebol do Benfica e do Manchester United foram transfiguradas por treinadores ‘de casa’. Bruno Lage (Benfica) e Solskjaer (Manchester United) precisaram apenas do apoio, conforto e o voto de confiança de quem manda. Exemplo que pode servir para o tratamento que se deve dar aos empresários nacionais. É preciso não matar o já fragilizado empresariado nacional por força da necessidade e vontade de se mostrar ao potencial investidor estrangeiro que existe no país um melhor ambiente de negócios. Existirão entre nós alguns ‘lages’ e ‘solskjaers’.

César Silveira, Editor Executivo Valor Económico

 

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