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Nas duas últimas semanas, a Procuradoria-Geral da República realizou inúmeras actividades no âmbito do Dia Internacional Contra a Corrupção que se comemora a 9 de Dezembro desde 2003 e marca a assinatura da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção que entrou em vigor em Dezembro de 2005. Uma manifesta intenção de mostrar o engajamento no combate a este mal, enraizado no país há vários anos. Por isso, um desafio que se apresenta difícil, mas não impossível.

Pode ser mais fácil do que parece. Basta que os cépticos acreditem ser possível e os que vão apoiando deixem de fazer de forma cínica e interesseira. Façam de forma realista e determinante. Apoiem este objectivo nobre com nobreza. Tenham coragem de mostrar ao Presidente da República que se enganou a dizer que os corruptos são uns poucos. Não são, efectivamente, as 28 milhões de pessoas, mas mais do que uns “poucos”. Está longe de ser apenas os que cometeram crimes de peculato.

Se cada agente de trânsito decidir entregar e a todos os que com ele praticaram a corrupção. Quantos serão? Se se entregar também aquele jornalista que sonegou informação por ter recebido algo em troca. Quantos serão?

Se se entregar também, e aos comparsas, aquele empresário que mantém os negócios, graças à esperteza de pagar para ganhar contratos e vencer a burocracia. Quantos serão?

E se também decidir entregar, assim como os seus cúmplices, o professor por cobrar por matrícula ou para facilitar a passagem de classe de determinado estudante. Quantos serão.

E quantos seriam abrangidos, se aquele procurador colocado junto daquela esquadra decidisse entregar-se, assim como os detidos e respectivos familiares em troca de favores.

Talvez não tantos, mas não seriam uns poucos. Seria um movimento digno de registo histórico. Que provavelmente mais facilmente mobilizaria os que ainda tencionassem continuar corruptos. Não é nobre ficar apenas na bancada a ver quem teve o ‘azar’ de ter o seu processo cair nas “graças” da PGR, acreditando que o que ele próprio fez, apesar das semelhanças com os actos de corrupção nunca será descoberto ou foi apenas o acto de “vivacidade” e nunca corrupção.

É preciso que todos nos juntemos a esta causa nobre, com nobreza, como forma de evitar também que os que estão com a responsabilidade de investigar e julgar, hoje, encarem o momento como a oportunidade da vida. E entregam-se ao combate à corrupção de tal forma que se deixam corromper. É o risco que se corre, se se entregar este desafio apenas aos órgãos de justiça. Seria, efectivamente, a melhor solução, sobretudo judicialmente falando. Entretanto, a corrupção já foi uma “festa” pública e popular e que apenas uns poucos não consideravam normal.

 

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