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José Eduardo dos Santos voltou a apelar à união dentro do partido que passa para as mãos de João Lourenço em Setembro. E os pesos pesados do MPLA reagiram com uma recomendação, em coro, para a preservação do legado do seu histórico líder. Contra algumas conjecturas que insistiam em teorias de conspiração, após o próprio ter antecipado a saída da política activa, a transição efectiva-se de forma “natural”, sem sobressaltos e sem contratempos. Após quase 39 anos de liderança do partido e 38 de condução do Estado, José Eduardo dos Santos deixa um legado com a marca do pacifismo que dever ser necessariamente protegido. Não há dúvidas de que o tempo ainda permitirá um ajuizamento mais académico e sem paixões dos seus feitos. Mas aquilo que já é um dado adquirido é que, no contrapeso dos prós e contras, o seu legado é largamente positivo. Entre todas as razões possíveis, cuja defesa não cabe neste espaço, sobretudo por ter deixado o poder e largado o país em condições de se lançar, de forma convicta, para novos desafios, que não estão ao alcance da maioria esmagadora dos países africanos que ainda se debatem com a crónica instabilidade política e militar.

Com a consciência de que há uma herança de conquistas que devem ser protegidas, o caminho agora é para frente. Ou, como vai fazendo questão de reiterar o Presidente da República, João Lourenço, o momento agora é de garantir a efectivação de compromissos inadiáveis. E, por muito que possam persistir dúvidas sobre o curso do país no imediato, ninguém de bom sendo questionará os sinais que pretendem colocar Angola na rota incontornável da prosperidade. Talvez seja importante relembrar sempre que esse projecto transformacional será necessariamente um processo. Porque, se muito do que foi bem feito ainda precisará de tempo para a devida consolidação, imagine-se o que será necessário para se corrigir o que foi mal feito.

Mesmo com esforço visível no sentido da correcção das más práticas, essa consciência do tempo será fundamental para se evitarem as ilusões típicas do imediatismo que, por via de regra, exigem tudo para ontem. Todos estaremos sempre no direito de exigir uma melhor governação, independentemente das condições e das circunstâncias de qualquer Governo. Estamos no direito de exigir reformas céleres na economia, na educação, na saúde, na habitação, na justiça e em tudo o que valha. Mas o discernimento individual e colectivo de que não é possível colocar água e energia até o fim de 2018 em todos os lares angolanos é crucial à manutenção da estabilidade. A consciência de que não podemos ter, como que por magia, o desemprego erradicado em 2019 é fundamental para continuarmos focados na construção do país que se almeja. Mais uma vez o caminho é para frente e, como certa vez escrevemos nesses espaço, José Eduardo dos Santos e João Lourenço, ao seu tempo, poderão combinar os dois legados mais importantes para o avanço definitivo de Angola: o da estabilidade e o do progresso.

 

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