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Há duas semanas, o VALOR deu à estampa que a constituição da empresa público-privada que deverá operar as rotas domésticas estava concluída. E que, mais tempo menos tempo, a empresa entraria em funcionamento, estando apenas dependente da aprovação final do Presidente da República. Esta semana, voltamos ao tema, porque se colocam revelações que levantam dúvidas fundadas.

Genericamente, a constituição desta nova empresa foi justificada pela necessidade de se retirar o ‘peso’ que as rotas domésticas representam no histórico dos maus resultados da companhia aérea de bandeira, a TAAG. De forma expansiva, incluiu-se na justificação a degradação generalizada, caracterizada por falências, do sector da aviação civil doméstica, situação que demandaria por um operador novo, com novas possibilidades e práticas do negócio. O próprio ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, calcularia prejuízos acumulados de 30 anos na TAAG. Foi a justificação definitiva para se explicar a necessidade da Angola-Expresso, no formato de empresa público-privada.

Mas, como alertávamos na outra ocasião, apesar da eficiência que, em teoria, os privados conferem à gestão, em detrimento dos actores do sector público, no caso da nova empresa, só seria possível perspectivar um futuro auspicioso se as regras de participação de todos fossem claras, logo à partida. Porque, ao que a experiência demonstra, o factor privado não é necessariamente uma garantia de qualidade na gestão dos negócios, não tivéssemos no sector da aviação e nos restantes ramos de actividade um histórico de falências em catadupa.

Ora, o que as novas informações sugerem reforça, em toda a linha, os tais receios sobre a possibilidade de estarmos, mais uma vez, perante um negócio em que, mais do que o interesse em captar a expertise do privado, se coloca o Estado a alienar milhões a custo zero. Conforme adianta a fonte do VALOR, os operadores privados convidados para integrarem o capital da futura companhia não mostram sinais de possuírem recursos para acompanharem os investimentos do Estado. E só numa primeira fase estão em causa, nada mais, nada menos do que 270 milhões de dólares que serão aplicados na compra de novas aeronaves.

A menos que os próximos desenvolvimentos sobre este negócio tragam informações contrárias, os receios ficam mais do que explicados. Colocar-se o Estado a fazer compras para montar empresas que depois são repartidas com privados é o negócio da sorte de qualquer sonhador de riqueza fácil. A confirmar-se isso, será, na verdade, mais um exemplo terminado de que a vontade política de se corrigir o que está mal não é mais do que uma estratégia de afirmação assente no sacrifício de alvos discriminados.

 

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