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O avanço do desemprego é uma das expressões mais dramáticas da crise. Todos os dias sucedem-se, à velocidade da luz, notícias de trabalhadores que são mandados para casa. Sem apelo, nem gravo. Há sectores que foram completamente devastados, mas não há um único que tenha ficado imune. A rotina instalou-se desde a segunda metade de 2014. E porque o Instituo Nacional de Estatística continua por se debruçar sobre o emprego e o desemprego, faltam estatísticas que mostrem a dimensão real ou aproximada do problema. As empresas fazem contas soltas e os sindicatos, de tão rotineiros que se tornaram os despedimentos, perdem-se nos números.

Para quem tem a necessidade de se referir a números, a solução é o impossível exercício de extrapolações, através de exemplos como o que chega esta semana da SISTEC.

Como noticia o VALOR, com declarações do presidente do conselho de administração desta que é das primeiras empresas angolanas a inaugurar a economia de mercado, a SISTEC já contabiliza 700 funcionários despedidos desde o início da crise. E Rui Santos teve o cuidado de avisar que as coisas ainda podem piorar, caso o mercado não reaja de forma positiva. O que diz o presidente da SISTEC não é diferente do que repete a maioria esmagadora dos empresários, senão todos. E quando os empresários se referem à necessidade da reacção positiva do mercado, não deixa de haver nisso um recado explícito ao Governo. E não faltam razões para que assim seja.

Em muitos agentes económicos, paira a convicção de que o Governo ainda não ultrapassou completamente o período de campanha. Há o entendimento de que algum tempo e energia continuarão a ser desperdiçados em assegurar-se o apoio popular do que propriamente em concentrar-se na procura de soluções para as questões de fundo. É disso exemplo a forma como certas iniciativas do Governo, apresentadas como decisivas à minimização dos efeitos da crise, vão sendo relegadas aos poucos para o esquecimento. É disso exemplo o facto de o Governo ter apresentado uma agenda reformista de curto prazo absolutamente impossível de concretizar em uma legislatura, como o fez com o imenso Plano Intercalar. E por que razão não arrolar aqui as ambições do Governo em arrecadar milhões com a venda de crédito de carbono, quando o único projecto certificado para o efeito não é capaz de apresentar um relatório auditado? E quando os outros projectos potenciais, como o Angola LNG e a hidroeléctrica de Cambambe são declarado e reconhecidos por especialistas como inviáveis? Mas há outros exemplos que chamam o Governo a olhar para a governação de forma mais realista. O aviso da Moody´s que prevê baixar ainda mais o risco de crédito do país pode encaixar-se aqui, porque, apesar do discurso contrário, o Governo parece ter sido apanhado de surpresa. Aparentemente o Governo terá subestimado o peso que as suas medidas, especialmente no plano cambial e monetário, teriam sobre a percepção dos mercados. Não houve propriamente falta de alertas.

 

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