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Não há outra forma de o dizer. A escolha de João Lourenço para substituir Isabel dos Santos, enquanto ‘Personalidade do Ano’, é uma indicação óbvia. Pelo menos para a redacção do VALOR, o que, de certeza, está em linha com a generalidade da opinião popular. Mas vale a pena revelar aos leitores que houve debate na escolha. O consenso não foi absoluto. O nome de José Eduardo dos Santos saltou na troca de argumentos e a fundamentação da defesa não é ignorável. Para quem indicou o ex-Presidente da República, a justificação está no facto de João Lourenço ser consequência directa de uma escolha pessoal de José Eduardo dos Santos.

De qualquer forma, é João Lourenço que vai ao leme. Com velocidade e atitude que não deixam margem para dúvidas. Contabilizados menos de três meses como Presidente da República, Lourenço indicou, desde já, que as promessas mais importantes da campanha eleitoral são para cumprir. Não o fez, como era esperado, em relação à redução da estrutura do Governo, mas dá sinais claros quanto ao combate à corrupção e às demais práticas lesivas ao Estado, aparentemente o seu principal ‘cavalo de batalha’. Sobre esta matéria não poderia ter deixado, aliás, o fim do ano político mais agitado. Lourenço avisou que vai estabelecer uma moratória para o repatriamento de capitais angolanos no estrangeiro. O discurso não determinou especificamente os capitais a que se referia.

De qualquer forma, ficou a certeza de que João Lourenço visava os dinheiros mal explicados, uma vez que ameaçou com processos quem não vier a cumprir o ‘período de graça’.

Até aqui, é esse somatório de atitudes e intenções que mobilizou o apoio popular e justificou os elogios externos, como o do britânico ‘Financial Times’ e o do norte-americano ‘Whashington Post’. É também isso que abafou a narrativa contestatária dos partidos na Oposição e colocou segmentos tradicionalmente ‘revus’ a aplaudirem João Lourenço de pé.

E porque os discursos em 2017 ainda não acabaram – aguarda-se pelo menos pela mensagem de fim de ano à Nação –, João Lourenço ainda terá tempo para dizer aos angolanos que ano teremos em 2018. Mas, até ao fim deste, não há nada imaginável que lhe retire o título de ‘Personalidade do Ano’.

 

Nota da Direcção: A direcção do VALOR ECONÓMICO informa todos os seus leitores, anunciantes e a população em geral que, por força das férias colectivas dos jornalistas por esta altura do ano, as edições de 25 de Dezembro de 2017 e de 1 de Janeiro de 2018 não devem sair à rua. Assim sendo, a primeira edição do ano deverá sair à rua no dia 8 de Janeiro de 2018. A todos desejamos Feliz Natal e Próspero Ano Novo!

 

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