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Não sobram dúvidas. As perspectivas que se colocam no plano económico, após três anos de uma avassaladora crise financeira e cambial, são animadoras. E não poderia haver melhor argumento para prová-lo do que os apoios externos ao novo ciclo político.

Na generalidade, o conjunto dos parceiros determinantes na inserção de Angola no mercado global encara com ‘bons olhos’ o que vai acontecendo no país. Os Estados Unidos da América, por exemplo, através da sua embaixadora cessante em Luanda, já em diversas ocasiões saíram em defesa da agenda de João Lourenço. Este encorajamento norte-americano, em particular, em termos futuros imediatos, só pode representar boas notícias e as razões são óbvias. Por um lado, faz adivinhar que o sonho do regresso do dólar norte-americano, a principal unidade de transacção e de reserva de valor internacional, pode tornar-se realidade mais breve do que se esperava. Afinal, ninguém caiu na conversa de que as restrições aos dólares que impuseram a Angola tivessem resultado exclusivamente de incumprimentos puníveis pelas autoridades monetárias estadunidenses. Basta lembrar os parceiros estratégicos norte-americanos no Médio Oriente que, apesar das acusações recorrentes de apoiarem o terrorismo, nunca se viram impedidos de aceder às ‘notas verdes’. A relação de dois pesos e duas medidas, nesta matéria, é clara, mas queixar-se disso é o mesmo que cair em saco-roto. Lamente-se ou não, a relação entre países assenta, sobretudo, no paradigma dos interesses e não da coerência.

Mas, além do tão desejado regresso dos dólares, o apoio da administração Trump tem o condão de criar o tal efeito osmose, capaz de precipitar uma leitura mais positiva dos ‘players’ internacionais sobre o país e a economia. É neste sentido, aliás, que se enquadram as diversas análises que antecipam um posicionamento melhorado de Angola nos mercados internacionais, no que se espera vir a ser a avaliação das agências de notação de risco.

A ansiedade que se coloca agora é perceber-se até que ponto o poder político angolano terá complexidade suficiente para gerir as externalidades susceptíveis de gerar alguma instabilidade interna. Passa por perceber até que ponto João Lourenço manterá equilíbrios políticos que, simultaneamente, animem os investidores externos e afastem os receios de fracturas, com consequências na estabilidade interna e, por arrasto, no ambiente de negócios.

Mas a leitura de Alves da Rocha não pode ser deixada de parte. O que menos se deseja é que, ao fim de contas, mais do que uma verdadeira ambição de corrigir o que mal, o país tenha embarcado no pesadelo de ajuste de contas. O problema é o facto de que os que assim pensam encontrarem argumentos que, aparentemente, lhes dão razão.

 

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