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Não há como negar que o ambiente político e mediático em Angola está excessivamente tóxico. Ainda há poucas semanas, o jornalista Celso Filipe do jornal português ‘Negócios’ assinava, assertivamente, que “a intriga tomou conta de Angola”, no título de uma matéria que dava conta dos desvarios de alguns média, face à onda de especulações instalada.

Em bom rigor, a intriga não é, entretanto, suficiente para caracterizar o clima de que se apossou particularmente o espaço mediático. A difamação e a hipocrisia nunca registaram momentos tão áureos. Num universo sem regras, sem responsabilização nem responsabilidade, pululam bípedes que tresandam a covardia grave. E, encobertos de ódios sem causa, trocam a dignidade por dois pratos de lentilhas para alimentar agendas criminosas com fins confessos.

Desta vez e mais uma vez, o Nova Gazeta foi o alvo, com o Valor Económico a reboque. Jornais que têm em comum o facto de serem tutelados pela mesma empresa e dirigidos pela mesma equipa. Sobre os dois títulos, voltou a recair a difamação de supostas ligações ao Fundo Soberano de Angola e ao seu presidente. E porque já tivemos ocasião para nos pronunciarmos a propósito, o novo ataque só não teve o merecido desprezo pelo respeito aos nossos leitores e para não legitimarmos a tese de que ‘quem cala consente’. Fica aqui, portanto, mais uma vez, o devido esclarecimento: o Nova Gazeta e o Valor Económico não têm qualquer ligação formal ou informal com o presidente do Fundo Soberano, muito menos com a instituição que dirige. Aliás, só a referência da possibilidade dessa suposta ligação institucional é tão surreal quanto quimérica. Como é, no todo, fantástica a falácia de que os jornais teriam sido criados para servir interesses deste ou daquele. A este propósito, aliás, não há melhor julgamento que nos seja possível do que a avaliação dos nossos leitores. São as centenas de jovens e adultos que nos lêem todas as semanas pelo país que nos poderão dizer em que momento viram a defesa de interesses de quem quer que seja. Já, no passado, por altura do lançamento do Nova Gazeta, alimentaram-se fantasias de um eventual panfleto que estaria ao serviço do partido no poder. Hoje, passam-se mais de cinco anos, e não é possível apontar-se, em Angola, mais do que um generalista que mantenha de forma consistente o equilíbrio editorial do Nova Gazeta.

Mas porque não nos cabe sequer o ónus de qualquer prova, recusamo-nos doravante a alimentar um não-asssunto que tem, como clara pretensão, visar a imagem de duas publicações que se têm destacado, sobretudo, pelo rigor e pela qualidade.

Mas esta oportunidade pode servir para outros esclarecimentos. Como qualquer mortal saberá, a sustentação de jornais em qualquer parte exige recursos. E, no nosso contexto, pelas limitações conjunturais do mercado, os recursos oriundos da publicidade são manifestamente insuficientes para cobrir o conjunto de despesas. Por isso, muitos projectos firmam compromissos que permitem apoios com alguma consistência, tal como os que se destinam a manter projectos como o Prémio Estudante Nova Gazeta que, com vários patrocínios, distingue anualmente os melhores estudantes do ensino superior, escolhidos pelas universidades.

Dito isto, e porque a gratuitidade do Nova Gazeta foi, com alguma ignorância, atrelada à fantasiosa ligação ao Fundo, sentimo-nos novamente forçados a incluir um comentário em relação ao seu modelo de negócio. Os jornais gratuitos existem hoje por todo o mundo consolidado. E o fundamento da gratuitidade está no facto de ser a publicidade a principal fonte de receitas dos jornais e não a venda. Como alguns levantamentos em Angola sugerem, as receitas decorrentes das vendas, no global da facturação dos jornais, em termos médios, não chegam sequer aos 20 por cento. A origem dalguma receita dos jornais, especialmente no contexto angolano, é incontestavelmente a publicidade. A gratuidade dos jornais em todo o mundo, em termos comerciais, no fundo, encerra este simples raciocínio: se as receitas das vendas são marginais, então mais vale apostar-se naquilo que efectivamente interessa, a publicidade. Foi precisamente por isso que, pelo menos até 2015, o Nova Gazeta conseguiu a proeza de garantir uma média de 11 páginas de publicidade pagas por semana. Quem percebe minimamente do negócio de media em Angola saberá que manter a essa quantidade de publicidade no jornal em anos consecutivos é obra. Neste caso, grandemente facilitada pela gratuitidade. Vamos falando...

 

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