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Nas próximas semanas, o país estará tomado pela maior movimentação política dos últimos cinco anos. O início da campanha eleitoral, que se segue à não menos agitada pré-campanha, está aí para convencer 9.317.294 de angolanos a quem deverão confiar o seu voto dentro de exactos trinta dias.

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Uns com os discursos mais bem calibrados que outros, os cinco partidos e uma coligação irão galgar o país real, tentandoconvencer-nos de que são a melhor aposta para assumir os destinos de 27 milhões de cidadãos nos próximos cinco anos.

Por definição, eventos desta natureza atiçam os ânimos e afinam o verbo, e disso decorre, regra geral, trocas nervosas de acusações e outros mimos.

Mas o bom senso e o sentido de responsabilidade, individual e colectiva, deverão levar os angolanos a apostar numa campanha mais pacífica possível, cordata e que releve, sempre, o direito à diferença de outrem. Diferença alguma será forte o suficiente para que quem sair à rua ou permanecer em casa, faça vista de mercador ao princípio basilar, sempre válido, da convivência harmoniosa e pacífica: os direitos de um terminam onde começam os direitos de outro.

Pouco, ou nada, importará de quem se trata. Apenas que se trata de um angolano, de alguém merecedor do nosso respeito e humanismo. Neste aspecto, o povo angolano pode orgulhar-se de si mesmo. Salvo pequenos incidentes verificados nalgumas regiões do país, julgamos que a pré-campanha eleitoral saldou-se pela positiva. Houve ânimos exaltados e apelos menos responsáveis que, entretanto, não passaram disso mesmo.

Dos principais autores assistimos a reiterados apelos de que as nossas diferenças não nos levem a esquecer, em momento algum, de onde partimos para aqui estarmos.

Pois bem. É precisamente dos principais actores políticos, os concorrentes, que se espera uma postura contínua que inspire os seus apoiantes. Regra geral, é deles que partem discursos inflamados e musculados.

Será a nova oportunidade à disposição geral; oportunidade de mostrarmos que o grande exemplo de 2002, ano em que o país enterrou a maior das suas diferenças e optou pelo pacifismo, continua bem vivo; oportunidade de desfazermos eventuais equívocos de que essa opção seria sol de pouca dura e que os 15 anos já coleccionados hão-de se multiplicar; oportunidade de provar a quem vem de fora nos observar que a aposta deste povo pelo respeito mútuo é permanente e que, sim, poderão regressar aos seus países e vincar bem claro nos seus relatórios que as eleições por lá foram livres e justas; oportunidade de vincarmos a maturidade de um povo que cresceu e pretende olhar, agora, para desafios da consolidação democrática, de desenvolvimento e do progresso transversais; oportunidade de definir caminhos e meios para contornar as adversidades que nos impõem uma crise económica atroz; oportunidade de assegurar a quem pretenda vir ca investir que pode fazê-lo, pois o clima será bom e propício para a realização de negócios.

Posto isto, resta-nos esperar, e apelar, para que quem deseja ser poder seja convincente o bastante. Nos tempos de antena ou nos eventos públicos projectados a nível nacional, que saibam esmiuçar os seus programas de governação, eixos, linhas-de-força, estratégias. O que for.

Em boa verdade, o angolano-eleitor espera ouvir promessas concretas que lhe permitam viver num país mais justo, onde o básico esteja garantido e ele possa contribuir.

Que saibam convencer e seduzir quem lhes vai decidir o futuro político, de que a Cidade Alta e a Assembleia Nacional serão palcos a partir dos quais se implementarão as aludidas promessas. E que tais promessas passem disso mesmo: promessas.

Last modified on segunda, 24 julho 2017
 

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