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Mais um palpite a ter em conta sobre as verdadeiras ameaças à recuperação da estabilidade económica do país. Mais uma especulação sobre a possibilidade de alguma instabilidade, provocada por divergências políticas a propósito do conjunto do processo eleitoral que se desenrola. Desta vez, os avisos chegam da Economist Intelligence Unit (EIU), a unidade de análise da revista britânica ‘The Economist’. Nada, entretanto, é rigorosamente novo. Nenhum dos alertas identifica qualquer ameaça que não tenha sido ainda denunciada e explicada. Particularmente pelos angolanos que se dedicam, de forma profissional, à observação da realidade económica, política e social, com algum pragmatismo e realismo.

A necessidade de maior transparência na gestão dos recursos do Estado é uma reclamação mais do que recorrente. Não apenas neste e noutros espaços de opinião e de análise. Não apenas entre as vozes que assumem posições mais críticas à governação. No próprio discurso oficial, é cada vez mais presente o reconhecimento de que a melhoria da gestão do erário é uma condição decisiva à estabilidade económica. E social. E política. O combate à corrupção, que a EIU faz questão de voltar a recordar, logicamente que entra nas contas. Catalogada como um cancro que se metastizou pela sociedade e que a corrói continuadamente, a corrupção aparece também no topo das causas que afugentam o investimento privado, nomeadamente o estrangeiro. Logo, um dos graves entraves ao crescimento e ao desenvolvimento. E, ao contrário do que alguns já defenderam de forma pública, no caso de Angola, a grande corrupção supera de longe a pequena corrupção, em matéria de agressão ao progresso. É uma pena que nenhum estudo ainda se tenha atrevido a precisar o impacto da corrupção na obstrução do desenvolvimento. Mas não há dúvidas de que os números serão vergonhosamente assombrosos.

O perigo de instabilidade, decorrente das eleições, apontado pela EIU, já foi objecto de alguma reflexão neste espaço. Ao contrário do que julgam os analistas da EIU, não é crível que um eventual processo de transição no MPLA desencadeie crises de proporções incontroláveis. Aquilo a que chamam de uma possível ‘transição frágil’ é um cenário que, desde já, não se coloca. Nos termos em que de discute a eventual sucessão de José Eduardo dos Santos, não se vislumbram sinais de protestos relevantes ‘intramuros’, caso a mudança se concretize. Pelo menos, não no período posterior imediato. A explicação é simples. É a incontestável força centrípeta de José Eduardo dos Santos dentro do MPLA que garante que a sua vontade consumada, no extremo, seja simplesmente respeitada. A suposição de possíveis protestos na rua, justificáveis pela agenda de austeridade do Governo, também perde cada vez mais força, à medida em que a economia se afastas do ponto mais grave da crise. Se em 2015 e 2016, com todos os apertos que incluíram alterações bruscas nos preços dos combustíveis e perdas expressivas nos rendimentos e no poder de compra, não houve manifestações populares importantes, é menos provável que em 2017 haja protestos significativos na rua por causa da agenda da austeridade. Em todo o caso, o ano mal começou. Há tempo para confirmar ou desfazer todos os receios e medos.

 

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