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Pelo menos 13 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas nas cidades catalãs de Barcelona e Cambrils, em dois atropelamentos atribuídos a ‘terroristas’, em mais um episódio contra a Europa relacionado a grupos extremistas islâmicos, noticiou hoje (18) a AFP.

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"Podemos confirmar que já são 13 mortos e que há mais de 100 feridos", informou em conferência de imprensa o ministro do Interior do governo Catalão, Joaquim Forn, sobre o ataque a Barcelona.

O número de mortos pode aumentar pela gravidade de alguns feridos, advertiu. A acção na capital catalã foi reivindicada pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI). Horas após o ataque em Barcelona, seis civis e um policial ficaram feridos, na madrugada de hoje, sexta-feira, quando um veículo foi atirado contra a multidão em Cambrils, 120 km ao sul.

Quatro suspeitos foram mortos no confronto com a polícia e o quinto faleceu quando era atendido num hospital. Entre os seis civis atropelados em Cambrils, dois se encontram em estado grave, enquanto um agente foi ferido levemente, segundo a polícia. O serviço de emergências comunicou um ferido em "estado crítico".

O ataque em Barcelona foi reivindicado pelo EI num comunicado divulgado pela sua agência de propaganda Amaq: "os autores do ataque de Barcelona eram soldados do Estado Islâmico". Durante a tarde, uma viatura atravessou a toda velocidade a mais turística das avenidas de Barcelona, onde turistas espanhóis e estrangeiros passeam, e percorreu centenas de metros a atropelar pessoas, o que gerou cenas de pânico.

Além de espanhóis, entre os atropelados há cidadãos da Alemanha, Argentina, Austrália, Argélia, China, Bélgica, Cuba, França, Espanha, Holanda, Hungria, Peru, Romênia, Irlanda, Grécia, Macedônia, Itália e da Venezuela, segundo as autoridades.

"Evidentemente é um atentado terrorista com vontade de matar o maior número de pessoas", assinalou o porta-voz da polícia Catalã, Josep Lluis Trapero. Dois suspeitos foram detidos pelo atentado, um nascido no enclave espanhol de Melilla, no Marrocos, e um marroquino. No entanto, o motorista da van continua foragido, disse Trapero.

Em Cambrils, a polícia informou que "os supostos terroristas circulavam num Audi A3 e, ao que parece, atropelaram diversas pessoas até baterem num carro da Mossos d'Esquadra (polícia regional da Catalunha), quando começou o tiroteio". A polícia relaciona os atropelamentos em Barcelona e com o de Cambrils, e liga os dois casos a uma explosão ocorrida na madrugada de quinta-feira, em Alcanar, 200 km ao sul de Barcelona, quando era preparada uma bomba.

Os dois ataques remetem a outros atentados terroristas na Europa com veículos, como o de Nice em 14 de julho de 2016, quando um caminhão conduzido por um tunisino foi lançado contra a multidão, matou 86 pessoas e fez mais de 400 feridos. Testemunhas em Barcelona descreveram cenas de terror: "Estava ao lado, no Corte Inglês [loja de apartamentos] e ouvi um barulho forte. tentamos sair, mas não pudemos.

Vi quatro, cinco corpos no chão e pessoas a tentar reanimá-los, e muito sangue", contou à AFP Lily Sution, uma turista holandesa. Após o ataque na capital Catalã, o Palácio Real espanhol condenou a acção em termos duros no Twitter: "são uns assassinos, simplesmente uns criminosos que não vão nos aterrorizar.

Toda a Espanha é Barcelona. Las Ramblas voltarão a ser de todos". O chefe de Governo, Mariano Rajoy, foi rapidamente para Barcelona, onde o governo Catalão está empenhado em realizar um referendo separatista. Depois de anunciar três dias de luto nacional, Rajoy declarou: "estamos unidos na dor, mas estamos - sobretudo - unidos na vontade de acabar com esta loucura e com esta barbárie.

Os espanhóis vão vencer". Depois de manter a área cercada por um cordão de segurança desde a hora do ataque, as autoridades informaram na noite de quinta-feira que suspenderam as restrições de acesso ao centro da cidade e arredores para as últimas pessoas que se estavam abrigadas em lojas.

O ataque causou o encerramento das estações de comboio e outras próximas à zona, e o cancelamento de todas as "actividades lúdicas" do dia na cidade.

Perante o ataque, a solidariedade notou-se: os taxistas levavam de forma gratuita os turistas que não conseguiam pegar o comboio, o consórcio Turismo Barcelona colocou à disposição quartos de hotel gratuitamente e os serviços de doação de sangue ficaram lotados de pessoas dispostas a ajudar.

 

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