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Este ano, Angola não participa na 58.ª edição da Exposição Internacional de Arte - Bienal de Veneza 2019, agendada para entre Maio e Novembro, em Itália. O Ministério da Cultura alega “falta de condições e garantias” para a participação do evento e ainda “razões de ordem conjuntural”. O indigitado representante de Angola mostra-se indignado.

Hildebrando

Angola vai ficar afastada da maior mostra, e uma das mais antigas do mundo, de artes. A Bienal de Veneza. No caso, a 58.ª edição da Exposição Internacional de Arte - Bienal de Veneza 2019, agendada para entre Maio a Novembro.

Para participar, Angola precisaria de 500 mil euros, o equivalente a 175 milhões de kwanzas, no câmbio oficial, orçamento feito pelo artista plástico Hildebrando de Melo, que seria o responsável pelo pavilhão de Angola, na Bienal.

O ministério viu-se obrigado a cancelar o compromisso, por temer, que “o bom nome de Angola estivesse comprometido”, caso, “não se cumprisse com as garantias”, justificou Paulo Kussy. “Angola é um país que grangeia algum prestígio na bienal”, reforça o director de formação artística.

“As garantias necessárias não foram apresentadas pelo artista. Nós precisávamos de um cronograma oficial dos depósitos de patrocínios, na conta oficial da bienal de Veneza, do Ministério da Cultura.

Esses compromissos não foram alocados atempadamente ao Ministério. Sem essas garantias, a ministra da Cultura não poderia comprometer-se, pois qualquer irregularidade seria o bom nome do Estado que estaria em causa. Tudo isso eram questões de risco”, alerta e engrandece o esforço feito pelo artista. “O artista fez um grande esforço e teve um grande mérito, mas infelizmente, não conseguiu o suficiente para a estadia de Angola. A margem de risco era muito alta…”

No entanto, o Ministério reafirma o seu compromisso em continuar a criar as condições para a participação de Angola em eventos internacionais, desde que se mantenha salvaguardada a boa imagem e prestígio. Angola tem participado nas edições da Bienal de Veneza desde 2013, tendo na altura ganho o ‘Leão de Ouro’, pelo projecto ‘Luanda, Cidade Enciclopédica’, com 23 fotografias de artista Edson Chagas, o maior galardão atribuído ao pavilhão de um país.

Convite ao artista

Hildebrando de Melo foi convidado pek a ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, em Março de 2018, em que ficou acordado, que, além de representar Angola no evento, teria de “angariar patrocínios, escolher a produção e a curadoria e ainda o tema”.

De acordo com o artista, os patrocínios foram conseguidos para dar entrada da primeira parte, que seria de 30 milhões de kwanzas, equivalentes em euros, valor que o Ministério, junto do BNA, conseguiria converter, adiantou Paulo Kussy, director de formação artística.

Segundo o director, era necessário fazer um depósito de 50 por cento, do valor acordado até 31 de Janeiro. Paulo Kussy garante que o artista conseguiu apenas 25 milhões, num total de 175 milhões de kwanzas, não tendo apresentado “garantias plausíveis e sustentáveis à ministra da Cultura, sobre a outra parte”.

Indignado com a posição do Ministério, Hildebrando de Melo refuta as justificações e garante ter apresentado 25 milhões de kwanzas.

“Cumpri com o predefinido em menos de três semanas, pus o dinheiro da primeira tranche que garantia o espaço em Veneza de 25 milhões de kwanzas. Tínhamos combinado que teria de ter na conta 30 milhões para a garantia do espaço e pagamento a produção, consegui este feito.

Com os patrocínios de pessoas particulares e instituições com Ensa Seguros, Nossa Seguros, Tecnocarro Construções, MCA Vias e meu dinheiro pessoal consegui. E ainda cerca de nove milhões de kwanzas que seriam dados pelo Banco Caixa Angola.”

Segundo ainda o artista, outras garantias foram dadas pela Endiama e, por via telefónica, da secretária para os Assuntos Sociais do Presidente da República”.

Logo que soube da desistência de Angola, Hildebrando de Melo escreveu um comunicado, enviado à comunicação social, em que tente detalhar todo o processo e acusando o Ministério de ter tido uma “atitude infantil”.

Divisões da mostra

A Bienal de Veneza é uma exposição internacional de arte realizada de dois em dois anos, desde 1895.

A Bienal organiza exposições multidisciplinares subdivididas em sectores como Arquitetura, Artes Visuais, Cinema, Dança, Música, Teatro e Arquivo Histórico de Arte Contemporânea.

 

 

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