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MÚSICA. Matias Damásio embarca no ‘tour’ em parceria com a Cuca para realizar espectáculos em sete províncias. Foi neste ambiente intimista, de apresentação dos ‘shows’, que o VALOR conseguiu uma pequena entrevista de cinco minutos com o artista.

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Como encara o desafio de fazer um ‘road-show’ pelo país?

É um sonho cantar em todo o país, mas não é fácil, porque as condições logísticas são muito caras. Neste momento difícil em que se vive, actuar em sete cidades é um grande desafio, um verdadeiro atrevimento, um fenómeno, uma audácia que, de facto, harmoniza os angolanos. Vou cantar até não poder mais, haverá madrugadas, porque todos os sucessos que pedirem vou cantar. A Cuca deu a oportunidade de realizar um grande sonho que é cantar para todos os angolanos. Os ‘shows’ são gratuitos e para todos.

Qual é a avaliação que faz do actual estado da música?

É favorável, independentemente das dificuldades. Estão a surgir novos artistas no mercado, temos novos talentos, temos agora ‘Estrelas ao Palco’ é um outro capítulo que vai catapultar novos artistas. A nossa música continua a ser líder de audiências nas rádios e televisões e está num momento positivo.

Como está a sua carreira internacional?

É boa. Em um ano consegui muitas coisas. Entrei na Península Ibérica, entrei em Portugal, Espanha, estou a caminho do Brasil, tenho concertos marcados em Portugal, estive em Madrid. Há projectos e bastantes iniciativas para alcançar noutros países. Ainda é um sonho, mas estamos a trabalhar para isso.

Como avalia a sua carreira, financeiramente?

É muito rentável, dentro do possível. Mas ultimamente estamos a crescer ainda mais, com mais discos vendidos, não vou falar o número exacto, mas penso que tem sido, sem sombra de dúvidas, uma carreira com uma rentabilidade muito positiva.

De que forma é que os artistas podem contribuir para a nova Angola?

Com mensagens. A música sempre teve um papel importante, desde tempos remotos. Aliás, a nossa independência foi alcançada também com os músicos que formaram os movimentos de libertação de Angola, como o ‘Ngola Ritmos’ e a música faz parte de todos os momentos da nossa vida. Porque os artistas, independentemente de cantarem, podem também trazer mensagens positivas de incentivos, de amor ao próximo, de resgate ao civismo e todo um processo importante do país.

Na construção do país, que sectores chave merecem prioridade?

Os sectores da educação e da saúde são fundamentais. Precisamos de instruir e educar para se poder ter qualquer tipo de desenvolvimento, para podermos cuidar dos nossos recursos e património e, tudo o que conquistarmos, só será uma mais-valia se formos educados e instruídos. A educação deve ser, sem sombra de dúvidas, um sector-chave e sobretudo a nossa cultura, que é a bandeira de qualquer povo. Temos de trabalhar no sector cultural de forma a mostrar a nossa cara e a nossa identidade. Só ao sabermos quem somos poderemos dar um passo em frente.

Em que projectos sociais está envolvido?

Em várias acções sociais, desde associações com crianças que têm autismo, lares de acolhimento, instituições que defendem crianças e isso desde o princípio da minha carreira.

‘Mapa’ dos espectáculos

O ‘Road Show’ ‘Somos Angola, Somos Cuca’ é um ‘tour’ que leva, pela primeira vez, Matias Damásio a sete províncias.

Soyo - 11 de Abril,

Uíge - 14 de Abril,

Saurimo - 21 de Abril,

Malanje - 5 de Maio,

Lubango - 12 de Maio,

Benguela - 19 de Maio

Luanda - 26 de Maio, com a participação de Yola Semedo, Kyaku Kyadaff, Ary, Dom Caetano, Edmázia Mayembe, Cef e Big Nelo.

PERFIL

Natural de Benguela, Matias Damásio, de 35 anos, é casado com Márcia Carolina Damásio com quem tem três filhos. Tem gravados três álbuns ‘Victória’, ‘Por Angola’ e ‘Por Amor’. Em 2017, ganhou um disco de ouro atribuído pela Sony Music em Portugal, por realizar vendas superiores a 10 mil discos. Começou a carreira em 2000, a cantar em festivais religiosos, participou pela primeira vez no concurso ‘Estrelas ao Palco’, da Luanda Antena Comercial (LAC), e ficou entre os 10 finalistas. Participou também com a Banda Maravilha e João Alexandre no concurso ‘Domingão Coca-Cola’, ficando em segundo lugar. Em 2003, venceu a gala ‘À Sexta-feira’, da TPA. Venceu ainda o Festival da Canção de Luanda e o Festival de Música Popular Angolana (Variante). Em Outubro de 2007, venceu com o tema ‘Porquê’, a XVII edição do Top dos Mais Queridos, promovida pela RNA. Em Fevereiro de 2016, venceu o Top Rádio Luanda 2015.

Last modified on segunda, 12 março 2018
 

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