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PREMIAÇÃO. Entre os vencedores, destacam-se António Fonseca, na Literatura, Luísa Fançony, no Jornalismo, e as ‘Festas da Nossa Senhora do Monte’, da Huíla, nas ‘Festividades Culturais Populares’.

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Foi durante a 17.ª edição do Prémio Nacional de Cultura e Artes realizada em Luanda, na semana passada, que a ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, considerou “justa” a homenagem àqueles que “tudo fazem” para o bem de Angola, por serem figuras ligadas às artes e, com o seu trabalho, darem o “melhor de si” para que a história, hábitos e costumes dos angolanos sejam conhecidos.

O Prémio Nacional de Cultura e Artes, que já vai na sua 17.ª edição, acrescentou, este ano, a categoria de ‘Jornalismo Cultural’, cujo mérito recaiu sobre a jornalista Maria Luísa Fançony, apresentadora dos programas ‘Reencontrar África’ e ‘Afrikiya’.

O corpo de júri justifica a escolha da também directora da LAC pela “postura didáctica, qualidade na elaboração estética e narrativa”, longevidade, apego e persistência na temática, no tratamento jornalístico e divulgação da cultura angolana e africana.

As ‘Festividades Culturais Populares’ não ficaram de fora das novas categorias. É assim que o prémio foi atribuído às ‘Festas da Nossa Senhora do Monte’, da Huíla, “por existir desde 1902 e por ter incorporado importantes elementos da cultura local nos diversos domínios, assim como por terem sido as mais mobilizadoras de turistas internos, o que inspirou a realização de festas de cidade pelo resto do país”.

No ‘Teatro’, o vencedor foi o grupo ‘Protevida’, que desenvolveu um gráfico ascendente ao longo dos anos. Tem o mérito, segundo o júri, “por ter criado um festival anual de teatro, ‘O Festipaz’, para além de fazer adaptação de obras de autores nacionais que abordam questões prementes da sociedade, cujas representações contribuem para a formação e educação das novas gerações”.

O júri atribuiu o prémio ‘Literatura’ ao escritor António Fonseca, por ser considerado “um crítico de etno-ficções, ao levantar do substrato da ‘oralitura’ e dos nódulos da história de Angola à matéria-prima do edifício discursivo que dá forma a uma literatura genuína que, tendo como eixo motivador e inspirador a mundividência kikongo, se deixa entranhar pelas diversas linguagens e pela imagética criativa popular”.

Na ‘Música’, o prémio foi para Carlos Lamartine, por ter as suas composições e interpretações assentes na canção popular urbana e abordarem os géneros satírico e revolucionário, como a trova e o folclore, enriquecendo e valorizando o universo contemporâneo da música angolana”.

Horário Dá Mesquita venceu ‘Artes Visuais e plástica’, pela realização da recente exposição individual sobre cerâmica, no Museu da Moeda, que ressalta um forte pendor investigativo criativo e, por outro lado, pelo conjunto da sua obra, que tem desenvolvido há mais de 40 anos com bastante brio, argúcia e perícia, cujas actividades plásticas se complementam nos domínios do desenho e pitura, cerâmica e filatelia.

A ‘Companhia de Dança Contemporânea de Angola’ foi a vencedora na ‘Dança’ pois, desde a sua criação há 26 anos, se tem esforçado por introduzir novas técnicas na interpretação das obras e que constituem matérias de investigação colhida na realidade etnográfica nacional (dança, folclóricas e patrimonial), na literatura e artes plásticas.

O prémio ‘Investigação em Ciências Humanas e Sociais’ foi atribuído, a título póstumo, ao historiador Emmanuel Esteves, cujos trabalhos assentam na história do ‘Caminho-de-Ferro de Benguela’, o seu impacto económico, social e cultural e sobre questões referentes ao inventário de Bens Patrimoniais e Móveis.

O realizador Abel Couto arrebatou o troféu de ‘Cinema e Audiovisuais’, pelo conjunto da obra desenvolvida ao longo dos 40 anos de carreira. Um profissional sério que, do ponto de vista histórico, é o pioneiro da ficção televisiva em Angola.

O Prémio Nacional de Cultura e Artes desta edição está avaliado, ao equivalente em kwanzas, a 35 mil dólares.

 

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