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Valdimiro Dias

Valdimiro Dias

Produção da TransHex recua 0,5% e facturação queda

DIAMANTE. Operadora produziu mais 136,4 mil quilates em 2018, menos 0,5% do que no exercício anterior. A produção de diamantes da mina Somiluana, na Lunda-Norte, detida pelo grupo empresarial sul-africano TransHex, durante 2018, alcançou 136.402 quilates, registando uma ligeira redução de 0,5% em comparação a 2017, em que produziu 137.219 quilates.

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O relatório e contas de 2018, publicado recentemente, assinala assim que a queda da produção impactou nas vendas totais. As receitas recuaram 4,8% ao passarem de 69,7 milhões de dólares, a um preço médio de 500 dólares por quilate, para 66,3 milhões a um preço médio de 504 dólares por quilate.

O documento também destaca que a empresa recebeu amortizações no valor de 1,6 milhões de dólares, correspondentes ao valor do investimento pendente. E recebeu ainda dividendos no valor de 825 mil dólares, à semelhança do que recebeu em 2017. “A mina Somiluana em Angola, mais uma vez, entregou resultados sólidos, contribuições valiosas para a sustentabilidade do grupo”, sublinha o presidente do conselho de administração, Marcos Wentzel.

A TransHex opera a mina Somiluana em que detém uma participação de 33%, enquanto a Endiama, a empresa de diamantes do Estado, detém uma participação de 39%. O resto das acções é detido colectivamente por três empresas locais. O grupo tem também participações nos projectos diamantíferos em operação Luarica e Fucaúma de 35% e 32% respectivamente, sendo estruturas de ‘jointventure’ não incorporadas em Angola. A Somiluana iniciou a produção em Junho de 2010, após a conclusão dos acordos de fase de mineração entre TransHex e os seus parceiros.

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Angola Telecom ameaça cortar fibra óptica

TELECOMUNICAÇÕES. Vandalização das infra-estruturas causa prejuízos à Angola Telecom, avaliados em 30%. Empresa ameaça cortar fibra óptica, mas admite fazer contratos.

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As empresas que fazem o uso de forma indevida das infra-estruturas da Angola Telecom têm até final de Março para regularizar a situação, mediante assinatura de um contrato, sob pena de se sujeitarem a cortes de cabos de fibra óptica. A decisão foi avançada pelo administrador da comissão de gestão, Bartolomeu Pereira, durante a conferência de imprensa que assinalou o 27.º aniversário da empresa. “Até ao final deste mês, os cabos de fibra não identificados que atingiram já um número muito elevado vão ser removidos das condutas”, avisou o gestor, estimando em cerca de 30% da facturação o custo resultante da vandalização das condutas, torres e outros equipamentos que a empresa acarreta. A utilização, sem aviso, tem provocado, em alguns casos, a destruição total de condutas, câmaras, torres e o corte e substituição de cabos de cobre e de fibra óptica.

A medida da Angola Telecom surge numa altura em que a empresa avança para uma privatização parcial e, para Bartolomeu Pereira, as infra-estruturas são vantagens para atrair investidores. “Existe um parque considerável de infra-estrutruras à dimensão nacional, que permite partir com alguma mais-valia para qualquer investidor. Possuímos torres em todos os municípios, comunas, bem como soluções transversais, desde a fibra, fio a fio ou até mesmo em rádio”, descreve.

A licença como operadora global vai permitir à empresa regressar à telefonia móvel, o que também entra nas contas, tendo em conta a infra-estrutura já existente em todo o país. “Lançar uma operadora móvel não vai ser algo complexo para Angola-Telecom, já que tem uma capacidade infra-estrutural e não vai requerer investimentos substanciais”, garantiu o gestor, assegurando ainda que “a comissão de gestão tem recebido muitas propostas de intenções de investidores de várias latitudes”.

A Angola Telecom é uma empresa detida na totalidade pelo Estado. Possui várias participações em outras empresas, como a TV Cabo (50%), Multitel (30%), Angola Cable (51%) e Movicel (18%).

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Estado ainda deve à Trafigura 122,9 milhões de dólares

PETRÓLEOS. Em 2018, cerca de 91,9 milhões foram reclassificados para empréstimos 
a prazo, uma decisão baseada num plano de pagamento estabelecido com o Governo, ficando definido que o reembolso total deve acontecer até final de 2020.

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A Trafigura espera ainda receber do Ministério das Finanças 122,9 milhões de dólares, no âmbito do acordo de dívida referente à compensação pelos investimentos em minério de ferro na sequência da liquidação de uma subsidiária consolidada em 2016.

A informação consta do relatório e contas de 2018, assinalando que, durante o ano, cerca de 91,9 milhões foram reclassificados para empréstimos a prazo, decisão baseada num plano de pagamento estabelecido com o Governo, ficando definido que o reembolso total deve acontecer até final de 2020. “Devido a restrições de liquidez em curso em Angola para as moedas estrangeiras, o empréstimo está em atraso. O grupo continua a esperar que todos os montantes sejam recolhidos dentro do prazo definido no acordo plano de pagamento”, lê-se no documento. No relatório, o grupo justifica que obteve uma “confissão de endividamento” assinada pelo Ministério das Finanças. E precisa que as Finanças não só assumiram o valor da dívida consolidada de 409 milhões, como se comprometeram a liquidá-la em 48 meses, a contar de Janeiro de 2017.

As áreas concessionadas foram propriedade da Ferrangol até 2011 e a formação da parceria público-privada com a Trafigura resultou na AEMR, que era a maior accionista.

Uma fonte da Ferrangol mostra-se, no entanto, surpreendida com a possibilidade de o Estado pagar a dívida. “As minas nunca entraram em exploração, estavam na fase de prospecção e a empresa em causa optou por devolver a concessão à Ferrangol, face ao investimento avultado, uma vez que não tinha mais capacidade de continuar a fazer”, explica. Além disso, acrescenta, o investimento em mineração “é muito intenso e obedece a algumas fases como prospecção até de exploração”. Um estudo elaborado pela consultora Mckinsey conclui que “o contributo das operações da Trafigura, em Angola, foi afectado pelo congelamento dos preços dos produtos petrolíferos refinados imposto em Março de 2018 pelo Governo angolano no contexto do seu programa de estabilização macroeconómica”, escreveu a Moody’s.

Em Março do ano passado, a Trafigura perdeu o contrato de importação de gasóleo, juntamente com a holandesa Vitol, que fornecia gasolina. Ambas foram substituídas pelas subsidiárias da francesa Total e a inglesa Glencore Energy. Até então, a Trafigura, que controla 48,4% da Puma Energy, era o único importador de gasóleo, enquanto a Vitol comprava gasolina.

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