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ESTRATÉGIA. O seu conceito de gestão gerou o fordismo. Mas o verdadeiro sucesso de Henry Ford foi a criação de um automóvel que é hoje um ícone. Começou aos 12 anos a inventar motores.

Foi um princípio assumido por Henry Ford que o levou ao sucesso e a criar uma marca de automóveis. O jovem engenheiro, depois de ter inventado um motor, ‘atirou-se’ para a construção de carros, seguindo este lema: “construir um objecto que os próprios operários pudessem comprar”. Dito por outras palavras, Henry Ford aplicou os princípios do taylorismo e respeitou o grande desafio que se impunha às empresas no início do século XX: produzir em quantidade suficiente e com preço acessível, para que um maior número de pessoas pudesse consumir bens e que estes não fossem apenas destinados aos muito ricos. Nascia assim a produção em massa de um produto que, mesmo assim e até meados dos anos 1970, era considerado de luxo.

A ideia de Ford era precisamente fazer um automóvel suficientemente barato para ser comprado pela classe média. O conceito tornou-se uma lenda nos estudos de gestão. Henry Ford criou uma linha de montagem que produzia em escala, grandes quantidades de automóveis iguais, a baixo custo. O produto era padronizado com o mesmo material, os operários tinham apenas uma única tarefa repetitiva durante todo o dia e usavam as mesmas peças e os mesmos produtos com o menor custo possível. Ao mesmo tempo, aumentou o salário dos seus trabalhadores para que cada um deles pudesse ter dinheiro para comprar um automóvel, ou melhor, um Ford.

Criou-se assim milhares de carros iguais, produzidos com eficiência, rapidez e baixo custo. Simultaneamente nasceu o fordismo, um termo que define um ‘sistema de produção em massa de um único produto’. Com este processo, nascia o histórico Ford T que projectou o jovem engenheiro e foi o primeiro carro vendido para um grupo maior de pessoas que aparentemente não tinha poder de compra. A publicidade foi a mais simples e o anúncio ainda hoje faz parte do currículo de estudos do ‘marketing’: “Pode escolher a cor do seu Ford T desde que seja preta”. A principal preocupação de Henry Ford era mesmo reduzir, o máximo possível, os custos. Foi esta permanente inquietação que o fez gerar várias inovações técnicas e de negócios, incluindo um sistema que colocava uma concessionária de Ford nas principais cidades na América e noutros continentes.

Henry Ford nasceu numa fazenda em Springwells, uma pequena vila nos EUA, a 30 de Julho de 1863. Era o primeiro dos seis filhos que, apesar de ter uma família próspera na área agrícola e de estudar numa escola pública, sentiu-se na obrigação de começar a trabalhar cedo. Aos 12 anos, já ocupava grande parte do tempo com uma pequena loja de máquinas que ele próprio inventou. Aos 15, inventou um motor a vapor e, no ano seguinte, resolveu ir trabalhar como aprendiz de mecânica na cidade mais próxima, Detroit, hoje conhecida por ser o berço da Ford. Durante três anos aprendeu o ofício. De acordo com a sua biografia oficial, dedicou-se à construção e reparação de motores a vapor, com trabalhos pontuais numa fábrica de Detroit e reparava as ferramentas agrícolas do pai. Em 1888, casou-se com Clara Bryant, passando a sustentar a família com o trabalho à frente de uma serração. Em 1891, passou a ser engenheiro na Edison Illuminating Compan. Acumulou dinheiro suficiente para se dedicar às suas próprias experiências em motores de combustão interna, mas também teve dissabores. Largou a Edison para criar a Detroit Automobile Company, mas a empresa faliu.

A partir daqui, construiu o veículo de propulsão independente - o Quadriciclo – criado em 1896. O primeiro motor Ford surgiu, pela primeira vez, em cima de uma mesa da cozinha. A seguir, inventou um outro motor, mas montado numa estrutura apoiada em quatro rodas de bicicleta. Na história da marca, é este que é considerado o primeiro veículo Ford. Pouco tempo depois, virou-se para a produção de carros de corrida.

Hoje, a Ford é das principais companhias de automóveis do mundo. Henry Ford, além de empresário, gestor e engenheiro, foi um inventor que registou mais de 160 patentes. Faleceu a 7 de abril de 1947. Deixou a maior parte de sua imensa fortuna à Fundação Ford.

 

PRINCÍPIOS DO FORDISMO:

Intensificação: diminuir o tempo de produção de cada unidade com a aplicação imediata de equipamentos e matéria-prima e rápida colocação do produto no mercado.

Economicidade: reduzir ao mínimo o volume do ‘stock’ da matéria-prima em transformação. Por exemplo, um fabricante de carros não deve deixar os veículos estacionados no pátio por mais tempo que o necessário.

Produtividade: aumentar a capacidade de produção do trabalhador por meio da especialização e da linha de montagem, permitindo ganhar mais e ao mesmo tempo gerar mais lucro. Um fabricante precisa produzir mais carros em menos tempo para que a venda aconteça em maiores quantidades.

 

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