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INDÚSTRIA TÊXTIL.De uma simples loja de roupas, montou um império que o colocou na liderança dos homens mais ricos do mundo. Amâncio Ortega, dono da Zara, mantém-se discreto e simples, detesta os luxos, almoça com os trabalhadores e criou um grupo que está presente em 35 países.

A parentemente a ideia nem é original e tem até um cariz um tanto vigarista: ter ‘enviados especiais’ nos desfiles de moda dos grandes criadores, copiar o que se viu, mas fazendo cirúrgicas alterações nos cortes, nos botões, nas cores. Foi assim que Amâncio Ortega começou a montar o império Zara de confecção de roupa. Hoje, nem ricos nem pobres dispensam, pelo menos, uma peça da marca. Os conhecedores da moda dizem que a Zara dá sempre um toque de estilo, por 50 dólares, a uma indumentária completa que pode ficar pelos dois mil.

Hoje a Zara, com todo o processo, do fabrico à venda, do desenho à comercialização, coloca, todos os anos, dez mil modelos nas lojas. É hoje a marca mais icónica do império Inditex, o grupo criado em 1985 por Amâncio Ortega, o empresário espanhol, que se tornou num dos homens mais ricos do mundo e chegou mesmo a liderar o ‘ranking’ da Forbes. Além da Zara, fazem parte do seu portfolio empresarial as marcas Massimo Dutti, Oysho, Stradivarius, Bershka e Pull & Bear.

Apesar da fortuna, Amâncio Ortega faz questão de realçar as suas origens: aos 14 anos, já estava empregado como estafeta de uma camisaria na Corunha, e aos 17 era comercial, com dois irmãos, de uma empresa de confecções. Ainda adolescente, já sonhava ser empresário e jurava que nunca mais veria a família a passar fome. A casa era apenas sustentada pelo salário de ferroviário do pai enquanto a mãe era doméstica.

A fortuna começou com um pequeno empréstimo e com amigos que ajudaram a criar a Goa Confecciones. Estava dado o primeiro passo até chegar ao grupo Inditex. Começou por fabricar roupões que ele próprio distribuía e vendia. Em 1975, vendeu a empresa e abriu a primeira loja Zara, apenas com a venda de roupa e, mais tarde, com fabrico próprio. Hoje o grupo emprega 27 mil trabalhadores em 35 países e permite ao milionário ter uma carteira de negócios em várias sociedades. É accionista minoritário de bancos como o Santander Central-Hispano, o Bilbao Viscaya Argentária, tem acções nas eléctricas Iberdrola e Union Fenosa, detém um por cento da Gás Natural de Espanha e tem capital da Enagás e ainda noutros negócios em Espanha e Portugal, de hotéis à indústria eléctrica.

Hoje, mesmo com a fortuna com uma fortuna avaliada em 78,1 mil milhões de dólares cultiva a humildade: “O meu sucesso é o de todos os que colaboram e colaboraram comigo. Ninguém consegue ser inteligente, poderoso ou prepotente o suficiente para construir sozinho uma empresa deste calibre”, afirmou numa rara entrevista.

Amâncio Ortega sempre foi muito discreto e reservado, fugindo a entrevistas, à exibição pública e sobretudo a cocktails e jantares. Só em 1999 autorizou que fosse publicada uma fotografia sua para a edição de um livro sobre a Inditex. E foi quase obrigado a deixar-se fotografar quando começou a integrar a lista dos homens mais ricos do mundo, mas impôs uma condição: sempre sem gravata.

Hoje anda mais activo na vida pública na tentativa de dar maior visibilidade à Fundação Amâncio Ortega que pretende ajudar os mais desfavorecidos, mas também apoiar projectos de investigação, educação e ciência. Por ano, entrega 22 milhões de dólares à ONG Cáritas e repetidamente o empresário vai dizendo que o seu maior sonho é “acabar com a fome no mundo”.

Amâncio Ortega nasceu a 28 de Março de 1936, em León, Espanha. Teve dois filhos com a primeira mulher, Rosalía Mera, e em 2001 voltou a casar-se com Flora Pérez Marcote, com quem teve mais uma filha. É assumidamente apaixonado por cavalos, automóveis e pintura, mas insiste em manter a vida sem extravagâncias. Tem apenas um barco e uma notável colecção de pintura, uma adega naquele que é o seu único excesso público: uma quinta do tamanho de 47 campos de futebol, contou o jornal El Mundo.

Todas as semanas, faz questão de visitar as fábricas e de almoçar com os trabalhadores no refeitório.

 

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