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RELAÇÕES LABORAIS. Consultora conclui que as discussões nos empregos consomem muitas horas de trabalho e muita energia. Nos EUA, média dá quase três horas de trabalho por semana. Foi elaborado uma fórmula para travar conflitos.

 

Inúmeras vezes ouvimos, e também dizemos, que não existe outra receita melhor do que uma boa conversa para resolver determinado desentendimento. É isto que a Polack Peacebuilding Systems, uma firma de consultoria de resolução de conflitos dos EUA, confirma. Segundo um estudo que elaborou, os funcionários das empresas norte-americanas gastam cerca de 2,8 horas por semana envolvidos em conflitos, o que se traduz em cerca de 359 mil milhões de horas pagas quando, na verdade, foram consumidas em conflitos.

Para minimizar a situação, a firma sugere a fórmula LEAF que, na língua inglesa, significa ouvir (‘listen’), empatia (‘empathize’), desculpar-se (‘apologize’) e resolver (‘fix’). Ou seja, nada mais nada menos que chegar a um entendimento. “Se seguir estes passos rápidos e simples, será capaz de diminuir a situação e resolver o problema rapidamente”, aconselha Jeremy Pollack, fundador da Pollack Peacebuilding Systems, em entrevista à revista Business Insider. “Memorize o LEAF e pratique-o e poderá implementar o processo em menos de 60 segundos”, reforça, reconhecendo que se se tratar de “conflitos mais profundos e duradouros, como confrontos na personalidade ou nos estilos de comunicação, eles provavelmente levarão mais de alguns minutos para serem resolvidos”.

Como pôr em prática o LEAF

Para colocar em prática o LEAF, os especialistas da Pollac fazem uma série de recomendações:

Ouvir

Pode ser difícil para alguns, mas o primeiro passo na resolução de conflitos é simplesmente parar de falar e passar a ouvir. “Deixe o indivíduo dizer o que precisa de dizer e faça o melhor possível para não defender, evitar, ignorar ou ignorar a sua perspectiva”, aconselha Pollack. E não “escute apenas para que possa responder. Tente realmente ouvir o que a outra pessoa está a dizer e deixe-a falar até terminar”.

Empatia

O passo seguinte é colocar-se no lugar da outra pessoa. Tentar entender por que se sente de uma certa maneira. “Se o seu objetivo é a resolução de conflitos, em vez de defender a sua posição, precisa aprender a ter empatia”, salienta Pollack. “Isso requer alguma capacidade para se elevar acima de sua própria posição, o seu próprio ego, por apenas um momento, e estar lá para essa pessoa.”

Desculpas

Pedir desculpas pelo pode ter feito, ou dito, e que aparentemente foi percebido de uma maneira dolorosa, sugere Pollack. Não tem de concordar com a outra pessoa, não precisa aceitar que estava errado e ele/a certo. Simplesmente tem de reconhecer que estão aborrecidos por algo que tenha feito, talvez inadvertidamente. E evita desculpar-se por como a outra pessoa se sente. Ou seja, evitar dizer: “Sinto muito que se sinta assim” pode ser condescendente e evita a responsabilidade pelas suas acções.

Corrigir

Por último, o estudo sugere que se “deixe a outra pessoa saber como se vai remediar o que se fez”. “Se, por outro lado, está claro sobre o que precisa ser resolvido, deixe que ele ou ela saiba [o que pretende fazer] imediatamente e pergunte se isso é suficiente.”

 

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