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COMUNICAÇÃO. Em 2015, jornal norte-americano previa atingir 800 milhões de dólares em receitas digitais em 2020, mas, em 2018, ficou bem perto desse valor. Novo objectivo é alcançar 10 milhões de assinantes em 2025. Numa altura em que o modelo de gestão de muitos jornais, pelo mundo, mostra que as respectivas lideranças ainda resistem em admitir a importância do digital, as contas do New York Times, do último trimestre de 2018, não deixam dúvidas.

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As assinaturas digitais do diário norte-americano, fundado em 1851, cresceram cerca de 27,1%, passando a ter 3,4 milhões de assinantes desde Dezembro de 2017.

As receitas dos negócios digitais foram de 709 milhões de dólares, valor que ultrapassa a meta estabelecida em 2015 de atingir 800 milhões de dólares em receita digital até 2020. O resultado levou o CEO, Mark Thompson, a estabelecer uma nova meta. Aumentar o negócio de assinatura para mais de 10 milhões de assinaturas até 2025. “Como vamos fazer para cumprir estes objectivos? Em primeiro lugar, com jornalismo”, sublinhou Thompson, numa nota divulgada aos investidores.

Um olhar minucioso ao relatório da empresa mostra como a empresa investiu no digital, indo além da venda de notícias. O aumento adicional para 709 milhões de dólares veio em grande parte da ‘outra’ categoria de receitas, que inclui filiação, onde se inclui o ‘wirecutter’, site da empresa de análise de produtos, pessoas, temas etc. A receita digital ‘Outros’ somou quase 50 milhões de dólares em 2018.

A empresa arrecadou um total de 1,748 mil milhões em 2018, um crescimento de 4,4% face a 2017. A receita digital representou mais de 40% do total. Dadas as linhas de tendência, a da impressão e o digital, não demorará muito até atingir 50% de ponto de inflexão, segundo a análise de alguns especialistas.

Os resultados online compensaram a queda de 10,2% na facturação da publicidade no jornal impresso. No total, incluído os assinantes da versão impressa, o diário tem 4,3 milhões de assinantes, tendo, no quarto trimestre de 2018, registado 265 mil novos leitores.

No entanto, o lucro da empresa caiu de 90,5 milhões para 74,7 milhões. A empresa justificou que foi afectada por ter uma semana a menos no ano fiscal de 2018, em comparação com o ano anterior.

Outro destaque entre os números são os 826 milhões de dólares que a empresa declarou ter em caixa. Parte desses recursos será utilizada para aumentar os dividendos aos accionistas, bem como exercer o direito à recompra do edifício do New York Times até ao final do ano, por 250 milhões de dólares.

 

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