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TECNOLOGIAS. ‘Freelancers’, trabalhadores independentes e autónomos fazem parte de uma nova tendência de trabalho, potencializada pela tecnologia, a gigeconomy.

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As mudanças tecnológicas têm- se reflectido em aspectos fundamentais na sociedade. As redes sociais, por exemplo, alteraram a forma como as pessoas se relacionam e consomem notícias. Muitas empresas e plataformas estão, igualmente, a mudar profundamente a maneira de trabalhar.

Aplicativos de transportes, como a Uber – que recentemente comemorou 10 biliões de corridas – e Cabify, são bons exemplos. As duas plataformas permitem que motoristas trabalhem nos horários que preferirem, sem ter um vínculo contratual com as gestoras. A GetNinjas é um caso semelhante. Em vez de motoristas, oferece prestadores de serviços de todos os tipos.

Já há um nome para a situação social na qual boa parte das pessoas têm um vínculo de trabalho desse tipo: é a “gigeconomy”. Também é possível pensar nela como a economia ‘da procura’.

Alguém precisa de um serviço que um terceiro presta, faz o acesso a uma plataforma apropriada (upwork, trampos.co, freelancer.com ou GetNinjas, entre muitas outras), lança um pedido e pronto: tem um trabalho para fazer.

De acordo com pesquisas da McKinsey, até 33% dos europeus e norte-americanos já fazem algum tipo de trabalho independente para aumentar os seus rendimentos. Números da Ali Research prevêem que 400 milhões de chineses possam estar empregados de forma autónoma até 2036.

A tendência é que ‘gigeconomy’ comece a aparecer com uma frequência cada vez maior, ao lado de termos como indústria 4.0, quarta revolução industrial.

Riscos da gigeconomy

No entanto, existe um risco elevado atribuído a este trabalho. O de os trabalhadores não estarem enquadrados na segurança social e não beneficiarem de outros direitos como o 13.º salário eférias remuneradas, por exemplo. É uma realidade que os estudantes do fenómeno consideram merecer atenção.

Em contrapartida, a ‘gigeconomy’ não apresenta riscos apenas para os trabalhadores. Também para as economias dos países, sobretudo para as receitas provenientes das contribuições sociais dos trabalhadores. A previdência social está intimamente ligada ao regime de contratação formal. Uma queda nesse tipo de contratação significa que a forma como os trabalhadores contribuem para a previdência também poderá mudar.

É fácil imaginar o impacto disso: um risco para as reformas das gerações futuras. Isso significa que, conforme a ‘gigeconomy’ se consolida como uma tendência, pode mudar bastante outros aspectos sociais. A ideia de uma expansão da ‘gigeconomy’ pode causar alguma insegurança. Afinal, muda aspectos fundamentais e muito tradicionais de nossa sociedade. No entanto, também traz uma série de oportunidades. *com UDACITY

 

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