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EMPREENDEDORISMO. Financiamento estrangeiro para ‘startups’ africanas cresceu mais de 28%, enquanto o número de projectos beneficiados aumentou 32%. África do Sul é o país que mais acolheu investimentos, enquanto as angolanas nem constam da lista.

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A tendência crescente do número de ‘startups’ tecnológicas africanas a beneficiar de financiamento de investidores internacionais manteve-se em 2017, revela o relatório ‘African Funding’ da Wee Tracker.

Segundo o estudo, o número de empresas financiadas cresceu 32% para 201 face às 153 de 2016, ano em que se registou um crescimento de 22,4%, comparando às 125 que foram beneficiárias em 2015.

Em valor investido, registou-se um crescimento depois da quebra de 2016, quando os valores recuaram 29,7%, passando de 185,7 para 130,4 milhões de dólares.

Em 2017, os investidores internacionais canalizaram para as ‘startups’ africanas cerca de 167,7 milhões de dólares, registando-se um crescimento de 28,6%. Foi insuficiente, entretanto, para superar 2015 como sendo aquele em se registou o maior investimento dos últimos três anos.

Na lista das empresas beneficiárias não consta nenhuma angolana. Hélder Kiala, da TGI Group, entende que a ausência resulta do facto de as ‘startups’ angolanas se encontrarem numa fase ainda muito embrionária. “Por exemplo, sabemos que há várias incubadoras, mas ainda não estamos a ver os resultados das ‘startups’ que saem destas incubadoras. A TGI investe em ‘startups’, mas a nível interno.”

Por sua vez, Clara Vieira, da Appy People, garante ter conhecimento de ‘startups’ angolanas que beneficiaram de financiamentos internacionais em 2017 e desconhece as razões pelas quais as mesmas não fazem parte do estudo. Ainda assim, manifesta-se satisfeita com o ‘feedback’ que têm recebido nos encontros internacionais.

A África do Sul conquistou o título de topo de África, com 74 ‘startups’ a beneficiarem de financiamentos, seguida pelo Quénia, que contava com 46. O terceiro lugar foi conquistado pela Nigéria, com 34. Os três países juntos representam 77% do número total de empresas financiadas, um quadro não muito diferente dos últimos dois anos. Na quarta posição, surgiu o Gana com nove empresas, enquanto as companhias dos restantes países totalizaram 32.

Na mesma sequência, os três países também lideraram em termos de valores investidos com a África do Sul a receber 39,60 milhões de dólares, enquanto os projectos do Quénia atraíram 31,4 milhões e os da Nigéria 24,2 milhões de dólares.

O estudo assegura que aos investidores tradicionais (onde se destacam nomes como Mark Zuckerberg e Bill Gates) juntaram-se novos como são os casos da Startupbootcamp, MEST, 500 Startups e Omdiyar Network. Também destaca a participação de fundos governamentais como a CoCreate SA da Holanda e o Fundo Franco-Africano. Os investimentos com origem governamentais fixaram-se em cerca de 90 milhões de dólares.

Bancários, os mais financiados

Entre os sectores, a Fintech (as inovações e uso de novas tecnologias destinadas ao sector financeiro) foi o que mais investimento recebeu com um total de 47 acordos e um investimento de cerca de 30,68 milhões de dólares, representando cerca de 18%do total do financiamento garantido. Neste segmento, destaca-se a nigeriana Flutterwaven (empresa criadora de infra-estrutura para facilitar o processo de pagamento) que beneficiou de 10 milhões de dólares.

Seguiram-se as energias renováveis (cleantech) que beneficiaram de 18,1 milhões de dólares resultantes da assinatura de 19 contratos. Posteriormente, as que apostam na Edu-tech (tecnologias ao serviço da educação) e indústrias de tecnologia de saúde com 17 e 12 contratos, respectivamente.

Entre as várias conclusões, o estudo sublinha que, “com diferentes empresas, organizações e indivíduos interessados, espera-se que o financiamento de ‘startups’ em África testemunhe um pico significativo”.

 

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