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INDÚSTRIA BÉLICA. Venda de armas e munições disparou, atingindo números só comparados aos anos anteriores a 1990. Principais beneficiários são os EUA e a Europa Ocidental, revela um estudo do Instituto Internacional da Pesquisa da Paz. Ano passado foi o mais rentável dos últimos cinco anos.

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O negócio de venda de armas ganhou dois elementos de peso nos últimos anos: os drones e os sistemas aeroespaciais. São eles que estão a contribuir para os elevados números que se registaram no ano passado, mas não chegam para explicar os recordes. Em 2017, a venda de armas, munições e tanques proporcionaram um aumento de 1,9% em relação a 2016 e mais 38% em relação a 2002. Já o ano anterior, 2016, tinha quebrado uma tendência de descida que se registava nos cinco anos anteriores.

Dados do Instituto Internacional da Pesquisa da Paz (Sipri, sigla em inglês) indicam que foram vendidos mais de 374 biliões (10 vezes mais do que mil milhões) de dólares em armamentos e sistemas ligados a armas.

Desde que há dados compilados, a partir de 1975, os EUA lideram a indústria e, nos últimos anos, não fugiram à regra. Ao contrário do que seria lógico, com o final da guerra fria, os norte-americanos aumentaram a produção de armas. Em 2016, registou-se um aumento superior a 4%. Nas duas últimas décadas, a indústria dos EUA tem sido impulsionada pelas intervenções e invasões ao exterior. Também dentro do país, houve um aumento significativo de venda de armas, na última década.

Os EUA cumprem assim uma promessa de Donald Trump, o actual presidente, feita ainda em campanha eleitoral: “Vamos gastar o que for necessário para reconstruir as nossas forças armadas. Esse é o investimento mais barato que podemos fazer. Vamos desenvolver, construir e comprar os melhores equipamentos existentes. O nosso domínio militar deve ser inquestionável”.

O grupo norte-americano Lockheed Martin continua a liderar no fabrico de armamento, especialmente graças aos novos modelos de ‘caças’ F-35 que foram comercializados para o Reino Unido, Itália e grande parte dos países membros da NATO. Entre os 100 maiores fabricantes, o grupo detém 10% do volume de vendas.

De acordo com os dados da pesquisa sueca, na Europa, segundo maior fornecedor de armas, as posições começam a inverter-se. França e Itália baixaram o número de vendas, enquanto os britânicos e os alemães aumentaram os negócios. O ‘forte’ do Reino Unido são os sistemas aeoroespaciais, o da Alemanha são os blindados.

Ásia ‘quente’

Fora do mundo Ocidental, a Coreia do Sul é o país que mais contribui para o crescimento de vendas de armas, graças, sobretudo, à tensão que se vive na zona com a vizinha Coreia do Norte. Nos últimos dois anos, os sul-coreanos produziram mais 22% de armamento. O Ministério da Defesa aumentou o seu orçamento, mas compra 90% dos produtos na indústria caseira.

A China surge com apenas 5,6% no número de vendas, mas os pesquisadores admitem que há empresas chinesas a integrar o grupo das 20 fábricas mais rentáveis. Mas salvaguardam que os dados estatísticos são pouco confiáveis, devido à pouca informação disponibilizada.

Tal como na Coreia do Norte, cujo reforço de capacidade militar tem sido testado com o lançamento de misseís, mas onde não existe informação fidedigna. Tal como nos anos anteriores, a venda de armas acompanha o preço de petróleo. Sempre que o petróleo cai, as vendas descem. Ao contrário dos anos antes do fim da guerra fria, a maioria das fábricas vende no próprio país, aos ministérios da Defesa, que, por sua vez, tratam de as exportar. Já são poucos os fabricantes que vendem directamente ao exterior.

 

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