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MERCADO AUTOMÓVEL. Marcas como a italiana Lamborghini ou ainda a indiana Tata tiveram de superar humilhações de vária índole para se tornarem nas referências que são hoje, sobretudo no mercado automóvel.

 

Pode ser difícil de acreditar, mas grande parte das marcas de luxo surgiu depois de seus criadores passarem por humilhações, conclui um artigo recentemente divulgado pela revista Forbes Brasil, que aponta, como exemplo, o caso da Walt Disney que teve de afundar a sua própria companhia para provar aos que não acreditavam no seu projecto que estavam errados.

Logo, quando começou a desenhar, Disney foi demitido pelo seu editor por supostamente não ter ideias criativas. O resultado foi a abertura de uma companhia que hoje arrecada, segundo a Forbes Brasil, 30 mil milhões de dólares anualmente.

O mesmo aconteceu com a família Tata, na Índia e com Ferrucio Lamborghini, na Itália.

Em 1998, a companhia de Ratan Tata, um empresário indiano, fez o primeiro investimento no mundo automobilístico com o lançamento da Tata Indica, um serviço de transporte de passageiros. O negócio não deu muito certo mas, ainda assim, chamou a atenção de representantes da Ford na Índia que, durante uma visita à sede da empresa, em Bombaim, começaram as negociações para a compra da companhia.

Alguns meses depois, no entanto, durante a visita de Tata à sede da montadora norte-americana em Detroit, o presidente da marca, Bill Ford, disse que o empresário indiano não deveria fazer parte daquele mundo. Um dos funcionários da companhia indiana, Pravin Kadle, contou mais tarde que o presidente teria dito que estava a fazer um favor ao comprar aquela empresa. “Ele disse que nem deveríamos ter começado aquilo.”

Cerca de 10 anos depois, no entanto, a sorte do mercado viraria de lado. Enquanto a empresa indiana disparava nas vendas, a Ford via-se mergulhada na crise financeira de 2008, que quase a levou à bancarrota.

A Jaguar-Land Rover, o braço principal da empresa, ia de mal a pior, o que levou Tata a fazer a oferta baixa, para os padrões do mercado, de 2,3 mil milhões de dólares. Bill Ford foi obrigado a aceitar, dizendo as célebres palavras: “Você está a fazer-nos um grande favor.”

Desde a compra, os carros das duas marcas têm conquistado novos mercados. A Tata Motors, ao investir em novos modelos, conseguiu abrir mais de nove mil vagas de emprego nas representações que detém no Reino Unido e muitas mais na China e no Médio Oriente.

 

 

A HUMILHAÇÃO 
DO LAMBORGHINI

 

Muito antes de a Lamborghini ser considerada uma montadora de luxo, a Ferrari já tinha arrancado com a sua produção. Ferrucio Lamborghini nasceu numa família de plantadores de uva e começou a interessar-se por carros quando trabalhou como mecânico para as forças aéreas da Itália.

A primeira experiência em solo foi numa oficina de mecânica que fazia reparação de carros e motocicletas. Logo, ele começou a comprar maquinária militar da Segunda Guerra Mundial e a usar as peças para montar poderosos tractores, que eram muito procurados, no país, na época do pós-guerra.

Depois de montar a sua companhia em 1963, Lamborghini logo começou a ganhar muito dinheiro, criando carros de luxo. Nunca se conformou, no entanto, com os seus concorrentes. Não entendia como uma Ferrari poderia custar tanto, sendo tão “mal feita”, segundo as suas próprias palavras, tendo trocado a sua, durante uma mesma viagem, ao menos três vezes. Incomodou tanto a empresa que chegou a encontrar-se com o fundador, Enzo Ferrari.

Essa é uma história com duas versões. Numa delas, Enzo, que nunca teria respeitado nenhum dos seus clientes, ignorou Lamborghini. Outros dizem que foi o facto de ele ser filho de agricultores que levou a Ferrari a destratar o seu concorrente.

Uma terceira versão da história diz que o Ferrari não viu nenhum problema nos carros do mecânico. Em todas elas, no entanto, Lamborghini foi destratado pelo empresário. Alguns anos mais tarde, como vingança, Lamborghini contratou alguns dos designers da sua concorrente.

 

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