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AUTOMÓVEIS.Nem tudo correu ‘sobre rodas’ a Enzo Ferrari, o homem que criou a mítica marca italiana. Entre ameaças políticas, pressões empresariais e problemas pessoais e profissionais, o empreendedor italiano conseguiu construir uma marca que é hoje um simbolo de riqueza e de sucesso.

Há momentos da infância que ficam marcados para toda a vida ou até podem ser decisivos no futuro. Que o diga Enzo Ferrari que ficou definitivamente marcado quando, aos 10 anos, viu, pela primeira vez, uma corrida de automóveis. Decorria o ano de 1908 e o filho de um engenheiro de estruturas apaixonou-se de tal forma pelos automóveis que estes viriam a ser decisivos no futuro.

Mais de um século depois, a Ferrari, como marca, continua a dominar sonhos de milionários e não só e continua a ser um símbolo de ostentação. Em 2015, empregava quase três mil pessoas em todo o mundo e apresentava lucros anuais de 340 milhões de dólares, graças a vendas que raramente sofrem com as crises económicas.

Mas nem tudo correu ‘sobre rodas’ com a fábrica, montada em 1939, em Itália, mesmo à beira da eclosão da II Guerra Mundial. A linha de montagem acabou por ser um ensaio e sete anos depois Enzo Ferrari só se limitava a patrocinar pilotos e carros de corrida. Já a Europa estava em paz e, em 1946, a Ferrari começa a construir os seus primeiros carros.

Nessa altura, já Enzo Ferrari contava com 48 anos e acumulava alguns fracassos no currículo. Tentou, como mecânico de automóveis, trabalhar na FIAT, a fábrica ‘emblema’ italiana, e foi rejeitado. Voltou-se para a Alfa Romeo, outra marca de Itália, mas só consegiu ser… piloto. No entanto, abriu caminho para realizar o sonho de desenvolver os projectos de construção de carros de alta velocidade.

Dez anos depois da abertura da linha montagem, Enzo Ferrari sofre um novo revés, mas, desta vez, pessoal. Morre o filho mais velho vítima de uma distrofia muscular progressiva. Depois disso, o criador da Ferrari assumiu ter se transformado numa “pessoa amarga”, deixou de frequentar os circuitos de Fórmula 1 e passou a usar óculos escuros que se tornaram num sinal icónico até à sua morte, aos 90 anos, em 1988.

Apesar dos revezes, a Ferrari viria a tornar-se uma lenda do automobilismo nos anos 1960. As vitórias sucessivas nas corridas de Fórmula 1 foram decisivas para o sucesso, mas a ‘publicidade’ de Hollywood e o ‘glamour’ da alta sociedade europeia e norte-americana contribuiram para a imagem da marca, sobretudo quando transformou o Ferrari Testarossa vermelho no símbolo máximo de sucesso pessoal.

A Ferrari só constrói carros desportivos de alta velocidade. Para marcar a despedida do seu fundador, em 1987, produziu o F40, considerado, até essa altura, o carro mais rápido do mundo em estrada.

Mesmo com o sucesso, a Ferrari enfrentou duras lutas. Nos anos 1960, perdeu metade da sua quota de mercado e recusou uma oferta de compra feita pela Ford, acabando por vender, para resolver problemas financeiros, 15% à FIAT. Depois disso, a marca norte-americana criou o Ford GT 40 que quebrou a hegemonia da Ferrari nas competições automobilísticas, em especial, nas ‘24horas de Le Mans’.

Anos antes, durante a guerra mundial, além de ter parado a construção, foi obrigada a retirar-se das corridas por decisão de Benito Mussolini. O ditador italiano, aliado de Adolf Hitler, quis transformar a marca num símbolo do fascismo italiano, como já o tinha feito com a Alfa Romeo. Enzo Ferrari recusou e teve de transformar a sua fábrica, numa mera fornecedora de pequenos componentes para aviões e tractores.

Já quase no final da vida, Enzo Ferrari, em 1987, acabou por vender o resto das quotas, ficando a FIAT com 90% da empresa.

Do lado contrário, o sucesso da Ferrari escreve-se com as vitórias na Fórmula 1. Até 1988, tinha sido 15 vezes campeã mundial. Entre 1999 a 2002, foi cinco campeã do mundo, em carros conduzidos pelo alemão Michael Schumacher.

Amante do desporto, Enzo Ferrari praticou equitação. Aliás, esse gosto por cavalos levou-o a criar, como símbolo do carro, a cabeça de um cavalo sobre um fundo amarelo, que representa a cor da cidade onde nasceu, Maranello, e onde continua sediada a Ferrari.

O gosto pelos desportos levou ainda Enzo Ferrari a fundar o ‘Corriere dello Sport’, um dos jornais desportivos de maior prestígio em Itália.

 

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