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EMPREENDEDORISMO. Não faltam conselhos de como se pode e se deve gerir uma empresa, em ‘sites’ de informação ou em páginas especializadas. Gerir não é uma arte, mas sim uma ciência que obedece a determinados princípios. Com a 
ajuda de especialistas, o VALOR sugere sete regras fundamentais para ter sucesso num novo negócio.

1. Corrigir de início

Com a nova ‘ideologia’ angolana e incentivada pelo Governo, o empreendedorismo, os angolanos transformam-se quase ‘um indíviduo-uma empresa’. Não falta espírito criador e empreendedor por cá. Basta, aliás, observar entre a ‘zunga’ e os negócios que nascem, em que se consegue resolver situações difíceis e contornar problemas. Por isso, há sempre um optimismo exagerado. O período que antecede à formação de uma empresa é sempre emocionante, tudo um ‘mar de rosas’. Depois, é que se percebem os ‘espinhos’: a burocracia, os impostos, os processos, as falhas dos trabalhadores, a confiança. O angolano, por norma, opta pelo facilitismo: já lê pouco, sabe pouco, não opta pela formação e é indisciplinado. Corrigir isso é o primeiro passo– e muitas vezes, decisivo – para se alcançar o sucesso.

2. Equipa sem família e amigos

O erro mais comum, na cultura lusófona, é começar a contratar em… casa, familiares ou amigos. É essa a primeira tendência que, muitas vezes, alertam os especialistas, é fatal para a empresa. Por norma, amigos e familiares comportam-se como ‘cães fiéis’, evitando dar conselhos, advertências ou sugerindo ideias, e sentem-se também donos da empresa. Assim, a recomendação, parecendo óbvia, tem de ser repetida: procurar profissionais do ramo, sem ceder a pressões da família. Traçar um perfil do que se pretende deve ser um dos primeiros passos para ir à procura no mercado. E tentar juntar esses profissionais com estagiários, de forma a formá-los e a criar outros bons profissionais.

3. Sistemas profissionais

Não, não é um sistema de uma forma conotativa. É mesmo um sistema… informático. Ter um bom ‘software’ de gestão é a melhor forma de ter sempre a empresa actualizada com os lucros e as despesas, a facturação, o pessoal, os contactos e com o levantemento de todos os dados. Dependendo da empresa, há ‘softwares’ para quase todos os bolsos e necessidades.

4. Separar finanças pessoais

Nunca, mas nunca, se deve misturar finanças pessoais com as do negócio. O líder da empresa tem de definir, desde o início, um salário para ele, dentro da razoabilidade, não só da dimensão da empresa como da economia do país. E nunca tirar ou colocar um kwanza da ou na empresa. A rigidez neste comportamento pode ser uma chave para o sucesso e sobretudo não coloca em risco, nem as finanças da empresa, nem as pessoais.

5. Saber divulgar o que se faz

Neste mundo dominado pela comunicação, obrigatoriamente o negócio tem de ser anunciado. Deve haver, no plano de negócio, uma verba destinada a campanhas publicitárias, pequenas ou grandes, dependendo da dimensão do empreendimento. É aconselhável habituar a empresa a investir em anúncios regulares ao longo do ano. Quem não aparece é como se não existisse. Além de captar novos clientes, mantém os mais antigos fiéis. O orçamento para a campanha não se deve limitar à produção. A empresa tem de pensar no pagamento da criatividade. Quanto mais criativa for, melhor atinge o seu ‘alvo’.

6. Formar, formar, formar

E a alma de todos os negócios ter gente bem formada em diversas áreas. A começar pelo director-geral que, além de dominar profissionalmente o objecto da empresa, deve ter conhecimentos de gestão, mas não só. E isso começa por investir na formação para toda a gente. Não só no início, mas com o decorrer do tempo. Quem dirige deve ainda formar-se em gestão de recursos humanos, psicologia de trabalho, negociação e motivação. A preparação dos profissionais, sejam muitos ou poucos, a vários níveis, é fundamental.

7. Sentir-se em casa

Ter um bom ambiente de trabalho, logo à partida, pode fazer a diferença. A começar pelas relações de respeito, mas de camaradagem entre todos os trabalhadores, a começar pela liderança. Um espaço físico agradável, cómodo, higiénico, com boa luz e um bom ambiente ajuda a fazer crescer a empresa. Quem trabalha deve sentir-se em casa.

 

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