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FORTUNA. Ser considerado o homem mais rico da China, e logo em dois anos, só está ao alcance de ‘iluminados’. A proeza ganha outra dimensão, sabendo-se que Zong Qinghou começou a riqueza aos 42 anos a vender leite numa cantina. Hoje, aos 71 anos, dirige a Hangzhou Wahaha Group e tem uma fortuna avaliada em mais de sete mil milhões de dólares.

O Zong Qinghou tinha 42 anos quando pressentiu que poderia ter algum sucesso se montasse uma empresa. Num mercado desregulado como o da China, o futuro empresário criou uma cantina, com a ajuda de um microcrétido, de venda de leite e produtos de papelaria, perto de uma escola onde a mãe já tinha sido directora. Ele, que não passou da escolaridade básica, foi obrigado a trabalhar na construção civil e ainda labutou 15 anos numas salinas. Em diversas entrevistas a jornais, evita falar num alegado abandono por parte do pai e da mãe.

A ajuda de um antigo professor abriu-lhe a oportunidade de começar a fazer fortuna: passou a representar, em 1996, em exclusividade, a multinacional Danone, fabricante de iogurtes e outros derivados de leite, para toda a cidade que tem ‘apenas’ mais de seis milhões de habitantes.

Foi o elevado número potencial de clientes que permitiu a Zong Qinghou enriquecer e desenvolver a sua marca, Wahaha, para outros produtos, como bebidas alcoólicas e refrigerantes, e chegar a toda a China. Mas o ‘casamento’ com a Danone iria ser violentamente interrompido. A marca, representada em quase todo o mundo e com sede em Paris, acusou Zong Qinghou de ter criado produtos paralelos, que imitavam a marca, mas com designações diferentes, cujos nomes só diferiam nos detalhes de uma letra. Exigiu ao empresário chinês uma indemnizaçao de 10 milhões de dólares. O diferendo iria durar dois anos e, mais tarde, Zong Qinghou confessava, numa entrevista a um jornal chinês, que “se não fosse forte, ter-se-ia suicidado” por causa da batalha com a Danone. Em 2007, terminava a parceria com a multinacional.

Anos depois, enfrentou outra dificuldade que ele considera a “mais dura” da história da empresa: produtos à base de leite foram responsáveis pela morte de crianças na China. Provavelmente, alguns deles pertenceriam à Wahaha. “Foi uma época complicada e ainda lutamos para retomar o mercado que perdemos para marcas de leite estrangeiras”, contou à revista Forbes. O espírito de Zong Qinghou não se fica pela resistência. É considerado um ‘workaholic’ e, por isso, confessa “não ter tempo para pensar em luxos”. Desta forma, também justifica o facto de, no grupo restrito de milionários chineses, ser considerado um “forreta”. “Não me controlo para não ser consumista. Simplesmente, sou de origem pobre e não desenvolvi o hábito de comprar”, explica o empresário, sempre que é questionado pelos seus hábitos modestos.

Ao contrário da única filha e também única herdeira da fortuna avaliada, em 2015, em mais de sete mil milhões de dólares. Zong Fuli, de 29 anos, adora fazer compras.

Segundo os jornais chineses, que a classificam como a mais famosa jovem herdeira da China, Fuli tem 10 carros e já é responsável, por indicação do pai, por um terço dos negócios da Wahaha Group.

Tal como quase toda a classe empresarial chinesa, Zong Qinghou é membro do Partido Comunista, desde 2002.

E tal como muitos milionários, enfrentou várias acusações de fuga ao pagamento de impostos. Cinco anos depois, pagou ao Estado quase 200 milhões de dólares.

 

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