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INDÚSTRIA AUTOMÓVEL. Foi Adolf Hitler, líder da Alemanha nazi, que impulsionou criação da Volkswagen. Ideia era ter automóvel ao lado da propaganda. Mesmo com derrota militar, marca é hoje das mais importantes no mundo. Tem mais de 600 mil empregados em dezenas de países e comprou 11 marcas que juntou ao seu ‘portfolio’.

Quando, ainda em 1933, Josef Ganz criou a marca Volkswagen (literalmente o ‘carro do povo’) estava longe de imaginar que também iria formar um dos maiores símbolos da propaganda nazi, que se baseava, entre outras premissas, pela superioridade da raça e pelo ódio aos judeus. A ideia de Josef Ganz era ter um carro simples e tão barato que chegasse ao preço de uma mota. Destacava-se ainda por ter o motor atrás e a bagageira, maior do que qualquer outro carro, à frente. Nascia um dos maiores símbolos da indústria automóvel. Este ‘carro do povo’ é conhecido por ‘carocha’, nos países lusófonos, ou ‘fusca’, no Brasil e ‘beetle’, nos países anglófonos.

O carro foi apresentado na feira do automóvel, em Berlim, em 1933, em plena ascensão do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, de Adolf Hitler. Logo ali, o líder alemão viu uma forma de aproveitar o carro para a propaganda, mas debateu-se com a primeira dificuldade: Josef Ganz era judeu. Nada que não fosse resolvido de uma forma simples: o criador do Volkswagen foi preso, a ideia foi transferida para os engenheiros nazis e o carro começou a ser construído pela tenebrosa Frente Alemã para o Trabalho. Para liderar o projecto foi escolhido um engenheiro que iria deixar uma marca na indústria: Ferdinand Porsche, já popular pelos motores de corrida que tinha inventado, e famoso por criar o modelo Porsche.

A Frente Alemã para o Trabalho (FAT) foi criada, em 1933, e funcionava como um ‘apêndice’ do partido nazi. Chegou a ter 25 milhões de filiados. Suprimiu os sindicatos e todos os trabalhadores eram obrigados a integrar a organização.

Em 1937, a FAT criava o primeiro Volkswagen, numa fábrica em Estugarda, já com as curvas e o formato que ainda hoje é popularizado pela publicidade, pelo cinema, por coleccionadores e pelo modelo mais recente, o Beetle. Na primeira série, mais de 336 mil pessoas aderiram – ou foram obrigadas a aderir – à sua compra. Começou assim a história de sucesso interrompida com o eclodir da guerra em 1939. A fábrica de automóveis, transformada numa pequena cidade de Wolfsburbo, passou a construir veículos militares, como jipes e o famoso tanque de guerra alemão.

Depois da guerra, como todas as instalações destruídas, o fabrico do Volkswagen foi retomado, sob a direcção de engenheiros britânicos, mas com a liderança dos EUA que passaram a controlar a região. O carro continuou a ser fabricado e teve no exército britânico o primeiro grande cliente: 20 mil em apenas um ano. Nos três primeiros anos, chegou a produzir mil carros por mês, aumentando a produção mensal nos anos seguintes.

De símbolo de um país fascista, a Volkswagen passava a ser o símbolo da Alemanha em recuperação económica, seguindo um modelo de gestão e uma estratégia desenhava pelo governo da, na altura, Alemanha Federal: produção em massa para deter o monopólio da indústria automóvel.

O ‘carocha’, designado por ‘Tipo 1’ na nova fábrica, chegou a atingir um milhão de veículos em 1954 e, em 1973, já tocava a fasquia dos 16 milhões, passando a ser o carro mais popular do mundo nas décadas de 1960 e 1970. O crescimento nas vendas foi feito sempre com uma publicidade criativa e arrojada e com a entrada no difícil mercado dos Estados Unidos.

A década de 1970, com as vendas anuais do ‘Tipo 1’ a superarem um milhão de veículos, ‘obrigou’ a empresa a criar mais modelos para acompanhar o crescimento da marca. O ‘Golf’ foi o modelo seguinte que veio ao encontro dos desejos das famílias da classe média, que pretendiam um carro com características mais luxuosas, mas também maior. O modelo que deu nome a marca deixou de ser fabricado em 1974, mas viria a ser retomado, com um formato ligeiramente alterado e mais sofisticado, em 2000.

A criação do ‘Golf’ aproximou a marca do padrão europeu e permitiu alcançar vendas recordes. Logo a seguir, lançou os carros de gama mais luxuosa como o Tuareg e o Passat.

Nas últimas quatro décadas, a Volkswagen adquiriu 11 marcas, entre elas, a Audi, Skoda, Lamborghini, Seat e Ducati. Integra a lista das 10 empresas mais lucrativas do último ano e é considerada a marca mais importante em todo o mundo. Transformou-se no Grupo Volkswagen, com mais de 600 mil funcionários em dezenas de países.

 

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