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INDÚSTRIA AUTOMÓVEL. A Toyota hoje é mais do que uma marca. É um símbolo do Japão e da eficiência asiática. Além da construção de automóveis, tem escolas, oferece bolsas de estudo a japoneses e estrangeiros, participa em campanhas de responsabilidade social. Nasceu a imitar e o fundador atribuiu o nome por… superstição.

Oficialmente, é Kiichito Toyoda o criador da marca de automóveis japonesa, a Toyota, hoje a mais vendida no mundo e que se tornou um símbolo da cultura e da indústria nipónica.

Engenheiro de profissão, o jovem Kiichiro ficou maravilhado quando visitou fábricas de automóveis nos Estados Unidos, em 1922. Calculou, logo ali, que o Japão também teria condições para se aventurar na indústria automóvel. Até porque, já na altura, os norte-americanos exerciam uma forte influência no mercado japonês. Chegado ao Japão, recebeu auxílio do pai, Sakichi Toyoda, que já exibia uma considerável fortuna graças ao fabrico em grande escala de teares.

Entre a decisão e a criação da marca passaram dez anos. Durante a década, Kiichiro Toyoda aplicou duas das receitas muito asiáticas: muita ponderação e uma espécie de espionagem industrial feita nas principais fábricas nos EUA e na Europa. Um dos contactos priveligados foi com Henry Ford que já somava êxitos com o seu Ford de quatro cilindros e inovava na gestão. Apesar dessa incursão, Kiichiro sempre rejeitou que tivesse intenções de copiar. Numa entrevista a uma revista norte-americana, garantia que tinha apenas usado a “própria pesquisa e criatividade para desenvolver um método” que se adaptasse ao país.

Esse método permitiu-lhe construir um protótipo de motor a gasolina em 1930, numa das fábricas de tecelagem do pai. O motor serviu para patentear um tear automático, mas estava dado o primeiro passo para a ‘aventura’ automóvel. Cinco anos depois, criava o motor de seis cilindros que foi o primeiro a ser usado pelo Departamento de Automóveis da Tecelagem Toyoda. A tecnologia era toda importada dos EUA. Em 1936, nascia o ‘AA’, totalmente inspirado no Chrysler e na Chevrolet. Nascia assim uma fábrica de montagem inovadora: Kiichiro criou o método de comprar todo o equipamento, a unidade industrial limitava-se a montar e a encaixar materiais, usando as peças unicamente indispensáveis, evitando desperdícios. A ligação, no entanto, com estas duas marcas só iria durar um ano.

Ambicioso, Kiichiro Toyoda já tinha obtido o que queria e lançava, em 1937, a marca de automóveis que, logo à partida, respeitava uma superstição: Toyoda, em japonês, escreve-se com 10 traços, Toyota escreve-se com oito, um número que, no Japão, simboliza a prosperidade. Foi fácil, portanto, optar pelo Toyota, tal qual se conhece hoje e que está presente em 160 países.

Se por um lado, Kiichiro é o ‘pai’ da Toyota, por outro, a marca deve muito ao co-fundador, Sakichi. Foi ele que financiou as ambições do filho, aplicando dinheiro, meios e métodos de gestão que já lhe tinham proporcionado o sucesso com a tecelagem.

Sakichi Toyoda montou um império de teares, usando os seus conhecimentos de carpintaria e alguns de engenharia mecânica. Começou por colocar um motor no tear da mãe. Anos depois, em 1893, patenteou a ideia e fez um acordo com a Mitsui para produzir teares mecânicos. O fabrico local permitiu que os produtos custassem 10 vezes menos do que os teares importados da Alemanha.

A guerra entre o Japão e a Rússia, em 1904, fez com que a procura do algodão crescesse. Os teares motorizados faziam fardas e material em pano de apoio à guerra. O período de paz voltou a trazer a prosperidade ao Japão e à família Toyoda que já estava na primeira linha dos negócios e com outras ambições de quatro rodas. Em 1907, funda a Toyoda Loom Works, desliga-se da Mitsui e começa a percorrer o próprio caminho.

Quase 30 anos depois, era criada, de facto, a Toyota, mas o velho empresário já não iria a assistir ao seu nascimento. Morreu em 1930.

Hoje a marca lidera o mercado automóvel mundial em número de vendas, superando a alemã Volkswagen e a norte-americana General Motors. Tem mais de 350 mil funcionários e 565 subsidiárias, em todo o mundo, mas a crise económica internacional também a atingiu. A marca dispensou mais de 25 mil trabalhadores.

Kiichiro ainda acompanhou o sucesso internacional da Toyota. Viria a morrer em 1957. Na vida, passou por quatro guerras, duas delas, mundiais.

 

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