Valor Económico
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- quarta, 20 março 2019
Isabel dos Santos continua na administração da Unitel
TELEFONIA: Vaticínios indicavam que accionistas decidiriam pela saída da empresária. Novo mandato vai até 31 de Dezembro de 2020. Na primeira reunião do novo conselho será indicado o presidente da empresa.

Os accionistas da Unitel decidiram pela continuidade de Isabel dos Santos no conselho de administração da empresa com o novo mandato a ir até 31 de Dezembro de 2020. A decisão foi tomada em assembleia-geral que decorreu no dia 19, em Luanda, com a participação de todos os accionistas.
Além de Isabel dos Santos, foram reconduzidos Amílcar Safeca e João Boa Quipipa, que ingressou no conselho de administração da operadora em Novembro do ano passado, indicado pela Sonangol. Miguel Geraldes e Luiz Rosa completam a equipa que entrará em Maio, segundo apurou o VALOR.
Até a entrada em funções do novo conselho de administração, a empresa será dirigida pela administração que entrou em funções em 2012 e que Isabel dos Santos como presidente. Segundo a assembleia, o novo conselho de administração irá realizar, após a sua entrada em funções, uma primeira reunião para eleger o seu presidente. Mas “foi indicado para a posição de director geral, Miguel Geraldes, de nacionalidade portuguesa que se junta a Unitel, vindo da representação África do Sul da empresa chinesa Huawei”, segundo o comunicado da empresa. A decisão dos accionistas contraria grande parte dos vaticínio que antecederam a reunião, perspectivava-se a saída da empresária do conselho da empresa.
Segundo apurou o VALOR, os accionistas reconhecerem "as capacidades e qualidades técnicas dos administradores cujo mandato cessa, reconhecendo ainda que no exercício do referido mandato a actuaçao do conselho de administração pautou por princípios de boa-fé, tendo em vista a prossecução dos interesses da Unitel", sublinhou fonte do VALOR.
Convocada no mês passada, a assembleia tinha também em agenda a discussão da providência cautelar interposta pela PT Ventures, mas o VALOR não apurou as decisões que foram tomadas sobre o assunto.
Lançada em Março de 2001, a Unitel é detida pelas empresas PT (Portugal Telecom), Mercury (Sonangol), Vidatel (Isabel dos Santos) e Geny (Leopoldino Fragoso do Nascimento), todas com igual participação accionista de 25%.
Read more...- segunda, 18 março 2019
Um exemplo de fracasso depois do sucesso
FALÊNCIA. Já foi a 13.ª marca mais conhecida dos EUA, teve mais de nove mil lojas, espalhadas em 26 países. Resistiu à mudança e negou-se a comprar a Netflix. Este mês, passou a contar com apenas uma loja.
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A história da Blockbuster poderia servir, perfeitamente, para exemplificar a necessidade de se redobrar os cuidados e nunca se optar pelo descanso quando se atinge o sucesso. Depois de já ter tido mais de nove mil lojas espalhadas por 26 países, a empresa de aluguer de filmes, com o encerramento da ‘franchisada’ na Austrália, ficou apenas com uma, localizada em Bend, na cidade do estado norte- -americano de Oregon.
A resistência à inovação e à tecnologia foi uma das principais falhas da Blockbuster que, em 1999, foi eleita a 13ª marca mais conhecida dos EUA. Fundada há 33 anos, em 1985, por David P. Cook, foi, dois anos depois, comprada pelo investidor Wayne Huizenga por 18 milhões de dólares. Na altura, já contava com 200 lojas.
Wayne Huizenga, que fez a sua fortuna no ramo da limpeza urbana, iniciou a expansão internacional e transformou a empresa numa gigante no segmento de aluguer de vídeos. Nesta altura, instituiu o conceito de ‘big stores’: grandes lojas, promoções exclusivas, variedade de lançamentos, atendimento de primeira, oferta monumental de títulos, acesso fácil e produtos complementares à venda (incluindo a famosa dupla pipoca e sumo) criando um ambiente familiar e totalmente inovador.
Em 1989, ingressou no mercado europeu ao adquirir a loja The Ritz Chain, em Londres. Começou a década de 1990 abrindo a primeira loja em Porto Rico, depois no Canadá, lançando o ‘franchising’ para desenvolver lojas na Austrália e adquirindo a Errol’s Video, a terceira rede de aluguer dos EUA.
A empresa já era um gigante no seu segmento, despertando o interesse da poderosa Viacom, dona da Paramount e da MTV, um dos maiores grupos especializados em entretenimento do mundo, que comprou a Blockbuster em 1994 por 8,4 mil milhões de dólares, encerrando o ano com mais de 4.500 lojas abertas.
Em 1996, a Blockbuster Entertainment Corporation foi renomeada para simplesmente Blockbuster Inc. e as lojas de retalho para Blockbuster, excluindo a palavra ‘vídeo’, uma clara demonstração que a oferta de produtos iria muito além de somente do aluguer de filmes.
Neste mesmo ano, fechou um acordo com a Sony para oferecer promoções com o objectivo de difundir o DVD. A força da Blockbuster pôde ser medida em 1999 quando foi eleita a 13ª marca mais conhecida dos EUA numa lista de duas mil empresas. Começava uma nova época e era impensável que a gigante pudesse desaparecer. Atingiu o pico de crescimento em 2004 quando chegou a 9.094 lojas espalhadas em 26 países e mantidas por 84 mil funcionários.
Relutância em inovar
Em 1997, surge a Netflix, com um serviço de aluguer de filmes via ‘online’. Em 2000, a empresa ofereceu-se para ser comprada pela Blockbuster por 50 milhões de dólares, mas a proposta foi recusada.
O desenvolvimento das tecnologias de banda larga e a diversificação dos sistemas de distribuição de filmes (cabo, telefonia e satélite) forçaram a empresa a repensar o futuro depois de começar a somar resultados medíocres e enormes prejuízos.
As mudanças começaram com o aluguer ‘online’ de DVD. Esta opção rompeu um paradigma interno da Blockbuster, que sempre investiu nas lojas com o objectivo de transformar o acto de alugar um filme num programa agradável e divertido para os clientes.
Afinal, antes de escolher o DVD, as pessoas aproveitavam para conferir os lançamentos e comprar outros produtos, como filmes, pipocas, gelados e guloseimas, os quais constituíam aproximadamente 20% da facturação. É por isso que a empresa resistiu tanto, mesmo com resultados catastróficos, em abandonar o modelo de lojas (muitas delas foram fechadas).
Outro factor que atrasou a entrada no ‘online’ foi que a cobrança pelo atraso na devolução de DVD representava cerca de 15% da facturação da empresa.
Como forma de reduzir custos, começou a fechar inúmeras lojas e a abandonar alguns mercados, especialmente em países europeus. Mas todas essas medidas não foram suficientes para mudar a situação delicada que enfrentava.
Em Setembro de 2010, começou a renegociar as dívidas altas, mas sem sucesso. O primeiro a ressentir-se foi o mercado norte-americano.
A marca foi adquirida pela operadora de TV por satélite Dish Network por 228 milhões de dólares. Com a força da marca Blockbuster, os novos proprietários lançaram no final de 2011 o serviço de aluguer à distância o ‘Blockbuster Movie pass’. É um aluguer de filmes e programas de TV via Internet combinado à entrega de jogos e filmes pelo correio.
Porém, o esforço foi nulo, pois começaram a encerrar as lojas próprias em 2013, mantendo apenas algumas franchisados, que também foram fechando paulatinamente.
Read more...- terça, 12 março 2019
Unitel torna-se parceira do Fórum Económico Mundial
A operadora estará representada na reunião anual de Davos, em 2020. Isabel dos Santos manifesta-se ansiosa para, na ocasião, partilhar sobre o “caminho muito claro de crescimento” da companhia.

A Unitel é o mais recente parceiro associado africano do Fórum Econômico Mundial (WEF) e a primeira empresa angolana a integrar a rede de parceiras exclusivas da organização.
Como Parceiros, a operadora de telefonia móvel será agora incluída na organização dos Fóruns do WEF em toda a África e estará activamente envolvida nos projectos da organização. Também será representada na próxima Reunião Anual de Davos em 2020, assim como na reunião anual dos Novos Campeões, na China, e nas Cúpulas Regionais na África e no Oriente Médio.
Segundo a PCA da operadora, Isabel dos Santos, “esta é uma conquista muito grande” e “a equipe de gestão (da Unitel) tem muito orgulho de fazer parte dessa parceria exclusiva e da rede de líderes empresariais impressionantes”.
“Temos um caminho muito claro de crescimento e estamos ansiosos para falar sobre isso no próximo WEF Davos”, garantiu a empresária.
Por sua vez, o líder de Engajamento Empresarial da WEF África, Alekhine Veloso sublinhou que "o Fórum Econômico Mundial está comprometido em expandir sua presença no sector privado em toda a África, especialmente em países historicamente menos representados no cenário global".
Na lista das empresas parceiras destacam-se nomes como Alibaba, Facebook, Google, Grupo Dangote, The Coca-Cola Company, Boston Consulting Group e Bloomberg, entre outras empresas africanas.
O WEF, como uma organização multinacional, está comprometido em melhorar o estado do planeta usando programas de empreendedorismo em todo o mundo. O conselho do WEF seleciona um número limitado de parceiros todos os anos.
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