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Shelisa Samgy

Shelisa Samgy

‘Cash is king’

O ‘cash-flow’, ou fluxo de caixa, é um indicador que reflecte as entradas e as saídas de dinheiro num determinado período de tempo e que difere do resultado líquido, que, por sua vez, contempla custos e proveitos no momento em que ocorrem, independentemente do momento em que são pagos ou recebidos.

O cash-flow demonstra até que ponto a empresa é capaz de gerar disponibilidades financeiras necessárias para manter as suas operações, cumprir com as suas obrigações e responsabilidades mensais. Situações de ‘cash-flow’ deficitário podem, no limite, tornar a empresa insolvente.

Quais os mecanismos que contribuem para uma gestão de caixa antecipada e eficiente? A solução poderá passar pela elaboração de mapas de ‘cash-flow’, permitindo antecipar surpresas como situações de défice de liquidez. Para muitas empresas, os exercícios previsionais podem, por vezes, constituir um desafio, tendo em conta a típica aversão humana para estimar e pensar no futuro, muitas vezes, sinal de controlo e trabalho adicional. Como prever receitas, custos e fluxos de caixa perante o contexto económico de incerteza? Como detectar ‘red flags’ antes que seja tarde demais?

•Desenvolvimento de cenários

As melhores práticas de gestão remetem para o desenvolvimento de mapas de ‘cash-flow’, idealmente com três cenários possíveis: (i) base; (ii) optimista e (iii) pessimista. Torna-se importante apreender e compreender a dinâmica das variáveis subjacentes, como. por exemplo: entrada de novos concorrentes, ciclo de vendas, grau de aceitação dos produtos, grau de satisfação dos clientes, entre outras.

•Previsões de fluxos de caixa

As previsões efectuadas devem definir quais os fundos necessários para o desenvolvimento da actividade da empresa e são idealmente elaboradas para um horizonte temporal entre 12 e 18 meses. Devem ainda conter detalhe suficiente que permita a empresa ter conhecimento do destino destes fundos.

A chave para o desenvolvimento de projecções de fluxos de caixa eficazes é reter a informação de suporte (ou fontes de informação) que permita fundamentar os pressupostos subjacentes, bem como o conhecimento das variáveis que afectam estes pressupostos. Certifique-se de que apreendeu quais os principais drivers do negócio e que variáveis afectam o desempenho dos mesmos. Se as pessoas são os principais drivers de receita, as projecções de venda estão alinhadas com a estrutura de pessoal? A estratégia da empresa deve estar reflectida nos números.

Conheça as métricas da sua indústria, da sua concorrência e do seu sector no geral. As suas previsões vão ao encontro da informação de mercado? Qual o posicionamento relativo da empresa?

A monitorização eficaz do ‘cash-flow’ torna-se assim fundamental para a gestão da empresa: controlar custos, manter níveis de dívida sustentáveis, potenciar o crescimento de receitas, aumentar as margens de lucro são variáveis críticas para o crescimento do negócio e têm por base uma monitorização eficaz.

 

Transactions Advisory Service Manager, EY

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