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MERCADOS. Matadouro deixou de funcionar por alegado incumprimento de promessas governamentais para repovoar a zona de animais. Empresa gestora mostra-se disponível apenas para fazer parcerias com futuros donos.

A empresa Valagro, que geriu o matadouro da Camabatela desde a inauguração até à sua paralisação, não pretende concorrer ao concurso público de venda da unidade, anunciado, recentemente, pelo Instituto de Gestão de Activos do Estado (Igape).

O director da empresa, Helder do Espírito Santo, justifica a decisão com o momento de ‘vacas magras’ das empresas, salientando que estariam interessados apenas na exploração e/ou gestão da unidade. “Queremos outras soluções. Ao participar no matadouro, será sempre com a nossa exploração ou gestão. Não estamos interessados em participar no concurso público para adquirir o empreendimento. E, nesta altura de ‘vacas magras’, é difícil. Está tudo muito difícil e tudo muito apertado para as empresas. Estamos a atravessar um mau bocado”, argumenta ao VALOR.

Hélder do Espírito Santo garante que a empresa tem gente formada para colocar o matadouro a funcionar no dia seguinte, mas que dependia de quem fosse o vencedor do concurso. “Estamos atentos”, avisa o gestor da empresa que tem outros empreendimentos voltados para o abate de carne, mas mais virados para os suínos e não para os bovinos, como o de Camabatela. Inaugurado em 2017, o Matadouro da Camabatela está há vários meses sem funcionar por falta de animais para abate. Equipado com material de última geração, para o abate e refrigeração, o matadouro está paralisado pelo facto de o Governo, de acordo com a Valagro, ter falhado a promessa de repovoar a zona com gado, para combater a importação de carne bovina. A unidade esteve subaproveitada durante meses, chegando a abater apenas dois animais por semana.

Além do Matadouro da Camabatela, vai ser privatizada outra unidade de processamento de carne em Malanje. Está prevista também a venda das fábricas de processamento de tomate e banana de Caxito, a de latas do Dombe Grande, a de tomate no Namibe e alguns entrepostos frigoríficos e silos. A privatização das unidades agro-industriais vai ser feita por concurso público, mas ainda não tem data.

 

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