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ABASTECIMENTO. Sonangol responsabiliza em parte as empresas pela escassez de combustíveis. É a segunda grande escassez dos derivados, um ano depois de o Presidente ter retirado o fornecimento dos produtos à Trafigura.

A Sonangol justificou, em comunicado, a escassez de combustíveis com a “dificuldade no acesso às divisas” para a aquisição dos refinados; a “elevada dívida dos clientes” do segmento industrial, que segundo a petrolífera, chegam a consumir perto de 40% da totalidade dos combustíveis, bem como as “avarias sistemáticas nos navios de cabotagem”. A companhia indica também o estado das malhas viárias e as condições atmosféricas que, algumas vezes, dificultam a atracagem dos navios, como causas das restrições.

No entanto, a empresa tranquiliza os consumidores, sublinhando já ter efectuado o pagamento aos fornecedores, encontrando-se apenas em “processo de descarga” dos produtos, cujas quantidades são “suficientes para repor as condições de abastecimento”.

Esta é a segunda grande escassez de combustíveis que ocorre um ano depois de o presidente João Lourenço ter retirado à Trafigura do negócio de fornecimento dos derivados de petróleo. A primeira interrupção parcial no abastecimento ocorreu há pouco menos de dois meses. Nessa altura, a Sonangol optou por assumir, em exclusivo, a responsabilidade da escassez, alegando o “condicionamento que se impunha, face à necessidade de se reestruturar alguns processos”, o que gera agora várias especulações.

Para alguns observadores, a companhia terá sido forçada a omitir os reais motivos do condicionalismo de combustíveis ocorrido em Março e que só agora os expõe, face à “necessidade de se salvar das críticas”.

Até Março do ano passado, a Trafigura tinha a exclusividade no fornecimento de gasóleo e a Vitol, de gasolin e não se observavam restrições dessa magnitude. Ao afastar as duas operadoras, o Presidente da República justificou a medida com a necessidade de se terminar com o monopólio no sector, tendo a Sonangol anunciado o convite às “maiores empresas” internacionais de ‘trading’ e refinação. Entretanto, a situação de monopólio manteve-se, com a Totsa Total a ficar com a distribuição da gasolina e a Glencore Energy, com o gasóldeo.

 

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