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AVIAÇÃO. Quedas de dois aviões num espaço de cinco meses levantam suspeitas à volta do modelo mais vendido da história do fabricante norte-americano. Fabricante acredita no sucesso à volta das encomendas de mais de cinco mil unidades, segundo declaração do director geral da Boeing 737 Max 8 para a África subsariana ao Valor. TAAG considera ser muito cedo para tomar uma decisão.

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A fabricante norte-americana Boeing acredita que a crise de reputação que enfrenta, como consequência da queda de dois aviões do modelo 737 MAX 8, num espaço de cinco meses, não provocará pedidos de cancelamento de nenhuma das 5.011 encomendas. Esta é, pelo menos, a convicção do director-geral da fabricante para a África Subsaariana, em declarações ao VALOR. A situação “não terá absolutamente nenhum impacto negativo nas vendas”, reforça João Santos. Um ambiente de desconfiança levantou-se à volta do avião que mais vende na história da fabricante, depois da queda do aparelho da Etiópia Airlines no dia 10, cerca de seis meses depois de um outro do mesmo modelo, pertencente à companhia da Indonésia LionAir, por razões aparentemente semelhantes.

E já há, inclusive, possibilidades de cancelamento, como fez a LionAir que, na semana passada, pela segunda vez, admitia cancelar encomendas, depois de já ter feito em Outubro na sequência da queda da aeronave. A companhia encomendou 200 unidades, das quais já recebeu 10 e espera por mais quatro ainda este ano. O CEO, Daniel Putul, levantou algumas dúvidas se vão manter as encomendas ou apostar na Airbus.

A Taag também levanta esta possibilidade, mas considera muito cedo para decidir, segundo o CEO, Rui Carreira, lembrando que pelo programa de modernização da frota da companhia “estas aeronaves só têm previsão de chegada depois de 2022. Até lá haverá tempo para muita coisa, inclusive para cancelar, se for caso disso. 2022 não é amanhã”.

“É verdade que a Taag está em negociações com a Boeing para a aquisição de aeronaves para modernizar e expandir a sua frota e o 737Max é uma opção. É, neste momento, o avião mais vendido do mundo. Portanto é, aos olhos da indústria, uma boa máquina. Contudo, já teve dois acidentes e isso preocupa-nos a todos. Estamos todos preocupados. Mas ainda não é altura de levantar o alarme vermelho. É apenas caso para ficarmos atentos. Decorrem neste momento as investigações e o que se tem dito e mostrado são apenas especulações”, adiantou na sua página do Facebook.

Suspensão em massa

Algumas companhias e países optaram por suspender o uso do avião, tendo a Etiópia e a China sido os primeiros. Seguiram-se a Indonésia, União Europeia e os EUA. Também já há operadoras a manifestar a intenção de pedir indemnização à fabricante pelo tempo que não poderão usar os aviões.

Durante a semana passada, a operadora foi obrigada a emitir quatro comunicados, tendo, inicialmente, apostado na estratégia de assegurar que nada mais havia para se melhorar no avião. “A segurança é a prioridade número 1 da Boeing e temos total confiança na segurança do Max. Entendemos que as agências reguladoras e os clientes tomaram decisões que acreditam serem mais apropriadas para os seus mercados domésticos.

Continuaremos interagindo com eles para garantir que tenham informações necessárias para ter confiança na operação de suas frotas”, lê-se no primeiro comunicado depois do acidente do dia 10.

No entanto, num segundo comunicado, a companhia prometeu aprimorar o ‘software’ de controlo de voo, garantindo que vem desenvolvendo desde o acidente de Outubro. “A Boeing tem trabalhado em estreita colaboração com a Federal Aviation Administration (FAA) no desenvolvimento, planeamento e certificação do aprimoramento de software e será implementada em toda a frota do 737 Max 8 nas próximas semanas. A actualização também incorpora o ‘feedback’ dos nossos clientes.”

No comunicado que fez depois da decisão dos EUA, a companhia recomenda “a suspensão temporária das operações de toda a frota global de aeronaves 737 Max”.

Segundo dados da fabricante, estão em serviço 370 aviões, distribuídos em 47 companhias e têm pedidos de 106 clientes, num total de 5.011 unidades. Desde a primeira entrega, em Maio de 2017, o 737-8 Max já realizou 240 mil voos, num total de proximamente 650 mil horas.

Nos primeiros três dias, depois do acidente do avião da Ethiopian Airlines, que provocou a morte de 157 pessoas, a Boeing perdeu cerca de 30 mil milhões de dólares, com sucessivas quedas nas bolsas.

Last modified on segunda, 18 março 2019
 

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