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TRANSPORTES. Empresa lamenta constrangimentos por causa da dívida e avisa que tem trabalhadores a “passar fome”.

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O Estado deve à empresa de Transporte Urbano Rodoviário de Angola (Tura) mais de dois mil milhões de kwanzas relacionados com o pagamento dos subsídios dos bilhetes de passagem do autocarro, que foram acumulando ao longo dos meses.

A dívida tem levado “à fome” os seus trabalhadores que “não têm recebido assistência médica e medicamentosa”, revela o director da empresa, José Augusto Junça. “Os nossos trabalhadores e das outras empresas estão a passar mal. Têm fome. Recebo todos os dias pedidos de aumento de salários. A minha resposta é sempre a mesma. Indeferido. Não posso fazer nada. Temos aguentado a indisposição dos trabalhadores. Não posso exigir que trabalhem sem comer”, lamenta.

O responsável da empresa está convencido de que, além da sua transportadora, o Estado ainda tem pendentes com outras empresas que recebem subsídios e sublinha que os transportes, nos últimos tempos, têm estado numa situação “deficitária terrível”. A Tura, devido aos atrasos do Estado, teve de reduzir a frota dos 150 autocarros para 12 a 14 por dia. A empresa foi também obrigada a despedir cerca de 100 trabalhadores dos 500 que tinha. “Não conseguimos comprar acessórios para a manutenção preventiva e correctiva”, justifica José Augusto Junça.

A revelação da dívida surge alguns dias depois de o Estado ter aprovado o aumento da tarifa dos transportes públicos, na Comissão Económica do Conselho de Ministros. A medida, de acordo com José Junça, “vem muito tarde”, mas carrega consigo o problema de ter sido arrastada durante cerca de 10 anos. “O problema é que se arrastou durante muitos anos, ganhou situações extraordinárias”, alerta.

Além de surgir tardiamente, também vem acompanhada de falta de comunicação e sem que essa transportadora tivesse conhecimento de quanto vai ser esse aumento. “Não comunicaram. Não sei quanto vai ser. Se o fizeram, as empresas de transporte não tiveram qualquer comunicado oficial. Andamos nisto há 10 anos. Realizaram seminários e ‘workshops’, mas não comunicaram. A última reunião que as transportadoras tiveram com o Ministério dos Transportes foi há dois meses”, lamenta.

O VALOR contactou o Ministério dos Transportes para aferir o aumento da tarifa dos transportes públicos, mas o gabinete de comunicação institucional informou apenas que a tarifa ainda está a ser estudada e que esse vai ser o trabalho nos próximos dias.

 

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