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AVIAÇÃO. Aviadora da petrolífera estatal está a pedir uma compensação de 1,27 mil milhões de dólares, justificando com perdas de exploração pela ausência da operação de helicópteros Super Puma.

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A SonAir apresentou uma acção no Tribunal Comercial de Marselha, em França, contra a fabricante dos helicópteros do tipo Super Puma, a Airbus, de que reclama uma compensação de 1,27 mil milhões de dólares correspondentes, fundamentalmente a perdas de exploração por causa da ausência da operação de helicópteros.

A acção foi interposta a 26 de Abril do ano passado, mas consta do relatório e contas, relativo a 2017, na secção que faz menção aos acontecimentos após a data de balanço. O pedido de indemnização visa também reparar os custos operacionais de manutenção, seguros e outros suportados e valores recebidos pela Airbus em contrapartida da venda dos helicópteros.

A Sonair opera com 16 aeronaves Super Puma, 12 das quais do modelo H225 de sua propriedade e quatro do modelo AS332 L2, propriedades de terceiros. Logo a seguir ao acidente fatal a 29 de Abril de 2016, quando um helicóptero do tipo Super Puma H225, operado pela empresa CHC Helicopter Services, caiu no Mar do Norte (Noruega), as autoridades da aviação civil da Noruega e Reino Unido instauraram de imediato um inquérito, que determinou a imediata suspensão de todas as operações comerciais de passageiros com aeronaves daquele tipo nos dois países. A medida foi seguida pelas autoridades da aviação civil da União Europeia (EASA) e angolana (Inavic), tendo em conta que o relatório preliminar do inquérito, coordenado pela Accident Investigation Board Norway (‘AIBN’), de 28 de Abril de 2017, apontava para questões mecânicas.

A situação tem condicionado o desempenho operacional da companhia até hoje. “No ano em análise, o relatório assinala que a Sonair ficou marcada pela redução de 48% das horas voadas, comparativamente ao período homólogo de 2016, devido à fraca actividade nos dois segmentos, com maior impacto na Asa Rotativa, com uma redução de 79% da carteira de clientes, contou com apenas um contrato de um Sikorsky S76C++ com a P&P, ao contrário do ano transacto, em que a carteira de clientes incluía até Julho os contratos com empresas petrolíferas”, lê-se no documento.

“Apesar do levantamento da suspensão, os clientes petrolíferos recusaram o uso das mesmas, o que originou o cancelamento de muitos contratos e de uma maior utilização da frota Sikorsky”, lê-se ainda no documento.

Em Agosto, a administração da Sonangol estava a considerar atrasar a alienação da Sonair, por problemas técnicos ligados à frota de helicópteros, antecipou ao VALOR fonte da empresa, que aponta, para na base da decisão estar o risco de depreciação do preço de venda.

 

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