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PETRÓLEO. Companhia lusa atribui redução na produção ao declínio natural dos campos do bloco 14. Empresa investiu, ainda assim, cerca de 88 milhões de euros na área de exploração e produção, tendo em conta o início de produção no projecto Kaombo, no bloco 32.

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A produção total de petróleo e gás (working interest) da Galp, em Angola, reduziu 8% no terceiro trimestre de 2018, em relação ao período homólogo do ano anterior, para uma média de 7,5 mil barris diários, indica o mais recente relatório e contas da petrolífera portuguesa, que atribui o resultado “ao declínio natural dos campos do bloco 14”.

De acordo com os dados referentes ao terceiro trimestre do ano, apesar de a companhia ter iniciado a produção em Kaombo Norte, no bloco 32, em Julho, a produção líquida (net entitlement) registou igualmente uma diminuição de 2%, comparativamente a igual período de 2017, situando-se agora nos 6,1 mil barris diários.

O desempenho no mercado angolano não terá, no entanto, afectado em grande medida os resultados globais da companhia, cuja estratégia de internacionalização se encontra actualmente focada no Brasil.

No total, a produção de petróleo e gás do grupo aumentou 10% no terceiro trimestre em relação ao período homólogo, para uma média de 103,8 mil barris diários, impulsionada pelo aumento da produção da sétima unidade FPSO (do inglês Floating Production, Storage and Offloading, Unidades Flutuantes de Produção) instalada no pré-sal brasileiro em Maio de 2017, “que se encontra actualmente a produzir à capacidade máxima”. 

O aumento da produção foi limitado pela entrada em manutenção planeada de três unidades produtoras no Brasil e parcialmente compensada pelo início de produção da primeira de duas unidades previstas para o projecto Kaombo, no bloco 32 em Angola”, refere a empresa, em comunicado.

EMPRESA ALARGA INVESTIMENTOS

O grupo declara, por outro lado, ter realizado em Angola, no período em análise, investimentos na ordem dos 88 milhões de euros (cerca de 100 milhões de dólares) para a prossecução da sua estratégia sobretudo na área da exploração e produção, já com foco no bloco 32, onde a companhia integra um consórcio liderado pela Total com uma participação de 30%.

Localizada aproximadamente a 260 quilómetros da costa de Luanda, em profundidades de água entre os 1.400 e 1.950 metros, estima-se que a primeira unidade de exploração flutuante, já em operação no projecto Kaombo, venha a produzir 115 mil barris de petróleo diários.

Há ainda uma segunda unidade que deverá começar a operar em 2019. Quando as duas unidades estiverem a operar, o consórcio deverá conseguir retirar até 230 mil barris de petróleo por dia.

“As unidades serão conectadas a 59 poços submersos com vista ao desenvolvimento dos recursos localizados em seis descobertas efectuadas na parte central e sul do bloco 32”, refere a Galp, em comunicado divulgado ainda na véspera de início de produção do campo petrolífero em causa.

O projecto prevê um investimento total na ordem dos 11,5 mil milhões de euros (aproximadamente 12,5 mil milhões de dólares), estimando-se que sejam recuperados dos campos cerca de 650 milhões de barris de petróleo.

Para além da Total, na qualidade de operador, o consórcio responsável pelo projecto Kaombo integra ainda a Sonangol P&P, que detém outros 30%, enquanto a Sonangol Sinopec International detém 20%. A Esso Exploration e Production Angola é dona de 15% e a portuguesa Galp Energia participa em 5%.

 

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