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PETRÓLEO. Produção da companhia, enquanto investidora, aumento 11 mil barris/dia. Petrolífera apresentou plano de regeneração, onde consta análise dos activos na banca.

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A quota da Sonangol no mercado local da produção petrolífera aumentou 2,04 pontos percentuais, passando de 13,84%, de 2017, para 15,88% nos primeiros nove meses de 2018.

Nesse período, a produção da petrolífera aumentou 11 mil barris, passando de 226 mil, em Dezembro de 2017, para 237 mil barris/dia.

Os dados foram revelados na conferência de imprensa, realizada na semana passada, para a apresentação do plano de regeneração da companhia.

O aumento foi justificado com o início de produção de um dos campos do Bloco 15/06 em que a petrolífera é uma das associadas.

A companhia teve ainda direito a um incremento de 386 barris/dia, correspondente à função de concessionária. Neste particular, registou-se um aumento de 82 mil barris/dia, comparativamente aos 368 mil barris/dia a que teve direito até Dezembro de 2017.

Os números mostram que é grande o desafio da Sonangol, considerando, sobretudo, que perderá a função de concessionária e olhando para os níveis de produção da Total, que é a maior produtora do país com 600 mil barris/dia.

Até Setembro, a produção média diária de Angola foi de 1.492, enquanto em 2017 foi de 1.632 baris/dia.

Adquirir 3,6 mil milhões

A Sonangol pretende adquirir 3,6 mil milhões em dívidas, até 2020, 1,5 mil milhões de dólares dos quais até ao final deste ano e 1.000 milhões até Junho de 2019. A previsão para a última tranche aponta para Junho de 2020. A Sonangol não capta recursos no mercado internacional de capitais desde 2016, quando arrecadou 500 milhões de dólares, considerado o menor valor mobilizado naquele mercado.

A dívida total da companhia até Setembro de 2018 está avaliada em 3.745 milhões de dólares, depois de terminar 2017 com uma dívida de 4.990 milhões de dólares. Da dívida global, 1.663 milhões correspondem aos chamados ‘cash calls’ ou às contribuições devidas pela petrolífera aos grupos empreiteiros em que é associada. Segundo a companhia, em Dezembro de 2017 esta dívida estava avaliada em 1.959 milhões de dólares.

Receitas crescem 65%

As receitas da petrolífera, até Setembro de 2018, foram de 28.906 milhões de dólares, como resultado de um crescimento de 65,3%, comparativamente aos 17.488 dos 12 meses de 2017. Um aumento justificado, sobretudo, pela subida do preço do petróleo e pelo incremento de 29 mil barris dias no global, ou seja, na soma da produção enquanto investidora e a da função concessionária. Banca é para analisar O PCA da companhia, Carlos Saturnino, garantiu que vão analisar a participação da empresa na banca comercial e nos fundos de investimentos. “Temos investimentos que não tratamos da melhor forma, alguns dão dividendos. A Sonangol vai promover uma discussão com a banca comercial em Angola, vai primar por ver o que é mais útil e que vantagens pode ter através da banca”, referiu.

Na banca angolana a petrolífera tem investimento directo no BAI (8,5%), Caixa Angola (24%), Banco Económico (39,40%) e BCI (1,13%). Indirectamente tem participações no BFA por via da operadora móvel Unitel, outro activo de que se vai desfazer.

Relativamente às subsidiarias, na definição dos objectivos estratégicos, Carlos Saturnino admite a fusão de algumas unidades da cadeia logística. Neste momento estão ser analisadas de forma separada e posteriormente em conjunto. “Estamos a ser muito frios nestas análises. Por exemplo, temos a Mstelcom, empresa associada ao grupo Sonangol que não é nuclear. A pergunta feita dentro grupo é: uma empresa petrolífera precisa de ter uma empresa de telecomunicações? Ou é um serviço que podemos comprar? A nível de subsidiárias que fazem parte do segundo eixo aqui vai haver um emagrecimento real e importante”, reiterou.

Foram definidas 52 unidades e submetidas ao Governo que deve aprovar a sua alienação.

 

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