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SEGUROS. PCA da seguradora pública garante que o negócio “dá muito trabalho” e expõe a companhia a riscos, até de reputação. Mas regozija-se por ter conseguido reduzir os custos em cerca de 60%.

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O presidente do conselho de administração (PCA) da Ensa, Manuel Gonçalves, garante que “não teria aceitado a liderança do co-seguro petroquímico” se, no passado, tivesse o conhecimento que tem hoje das desvantagens.

A companhia pública é líder do co-seguro petroquímico por força de um despacho presidencial de 2016, que lhe atribuiu um mandato de “apenas” seis meses, mas que perdura até agora. Algumas seguradoras têm-se manifestado descontentes, exigindo uma liderança rotativa.

Manuel Gonçalves garante, no entanto, que o posto tem valido “fundamentalmente muito trabalho para a companhia e com o risco acrescido na reputação”. O responsável, que falava durante o debate no fórum sobre seguro realizado pelo jornal Expansão, resseguros e co-seguros, manifestou-se desgastado por encabeçar a ‘pool’, face ao trabalho que dá e à facilidade em ser criticado. “Se soubesse o que sei hoje e tivesse podido fazê-lo, não teria aceitado a liderança do co-seguro”, detalhou Manuel Gonçalves, referindo, por outro lado, “não poder fugir da responsabilidade”, por “estar relacionada com os interesses nacionais”.

O PCA da Ensa garantiu ainda que a companhia melhorou “significativamente” a gestão do co-seguro, antes controlado pelas AAA, bem como reduziu em mais de 60% os custos com o resseguro.

Carlos Duarte, CEO da Nossa Seguros, considera, por sua vez, “não fazer sentido” a existência de um co-seguro petroquímico e reprova a ideia de se tratar de um segmento de interesse nacional. Acrescenta que a redução dos custos resulta “muito da decisão” da Sonangol em exigir o concurso de mais ‘brokers’. “Não seguramos barragens que valem biliões de dólares? Não seguramos a construção de estradas, hospitais ou aeroportos que valem biliões de dólares? Também não são estruturas de interesse nacional?”, questionou Carlos Duarte, que recorda nunca ter registado problemas no cumprimento das obrigações com os sinistros.

Para o presidente da Nossa, “não existe racionalidade económica” que justifique manter válido o regime de co-seguro, reconhecendo ter havido razões para a sua existência entre de 2000 e 2001, período em que o país registava menos de três companhias.“Hoje temos mais de 26 seguradoras. Muitas delas já criaram algum músculo financeiro, já têm capacidade técnica e experiência, não vejo porque não liberalizarmos o sector”, lamentou.

As regras do co-seguro petroquímico determinam que as companhias, com excepção da Ensa, devam reter apenas até 4% do prémio, sendo que as outras que abdicam do direito de retenção de risco beneficiam de uma comissão. A líder assume 16% mais os riscos daquelas que se recusam em reter.

Em Junho, o CEO da Bonws Seguros, Luís Vera Pedro, também propôs uma liderança rotativa, garantido estarem à altura do desafio. E acusou a Ensa de ser “pouco transparente”, pois as companhias “nunca sabem qual é a situação real dos pagamentos ou se têm ou não dívidas”.

 

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