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CONSTRUÇÃO CIVIL. Para 2019, perspectiva-se que o contributo de Angola, nos resultados globais da construtora lusa, seja apenas de 10,9%, correspondente a pouco mais de 68,1 milhões de euros. Em 2020, a queda deverá ser maior, situando-se nos 0,6%, equivalente a 2,1 milhões.

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Nos próximos dois anos, a carteira de negócios da construtora lusa, no mercado angolano, deverá reduzir 96,9%, saindo de 68,1 milhões de euros em 2019 para cerca de dois milhões em 2020, perspectiva a empresa, no seu relatório e contas referente ao primeiro semestre deste exercício.

Contrariamente à tendência futura, os resultados deste ano devem manter-se ainda animadores, sendo que, somente no segundo semestre, a construtora estima uma carteira de encomendas, no país, a rondar os 83,4 milhões de euros.

Em termos globais, o volume de negócios, previsto para o mercado angolano, é o terceiro mais importante do grupo português, entre Julho e Dezembro deste ano. Com 19,1% da carteira, Angola é superada apenas pela Argélia, com 34,5%, correspondendo a cerca de 150,6 milhões de euros, e por Portugal onde se prevê uma carteira de negócios na ordem 101 milhões de euros (23,2%). Em relação ao primeiro semestre, embora admita ter assinalado uma diminuição de 4,1%, no sector da construção, face ao final de 2017, a empresa portuguesa relata que a sua carteira de encomendas atingiu, em 30 de Junho de 2018, o valor global de 1.887 milhões de euros. Deste valor, cerca de 1.425 milhões envolvem projectos a executar entre o segundo semestre de 2018 e 2020. Os restantes 461,6 milhões de euros serão executados a partir de 2021. O MAIOR

MERCADO DO SEMESTRE

Em Angola, o volume de negócios recuou 27,7%, no primeiro semestre, mantendo-se, no entanto, como o principal mercado do grupo. No Brasil, a quebra da actividade foi de 23,7% e, em Moçambique, de 67,2%.

Entretanto, ao contrário do que se prevê para este ano, em que Angola aparece numa posição de destaque, o mesmo cenário não deverá prevalecer nos anos imediatamente a seguir.

Para 2019, perspectiva-se que o contributo de Angola, nos resultados globais da empresa, seja apenas de 10,9%, correspondente a pouco mais de 68,1 milhões de euros, posicionando-se atrás dos mercados argelino (39,6%), brasileiro (23,7%) e português (19,6%).

O cenário é, no entanto, menos optimista ainda para o ano de 2020, período em que, segundo o relatório da Teixeira Duarte, o contributo do mercado angolano deverá fixar-se apenas nos 0,6%, correspondente a 2,1 milhões de euros.

Para o período em causa, os maiores contributos para os resultados da construtora deverão advir dos mercados argelino (41,0%), venezuelano (29,0%), português (15,5%) e brasileiro (13,8%).

Recuando aos resultados do primeiro semestre deste ano, em termos gerais, a Teixeira Duarte registou um lucro de 17,4 milhões de euros, o que compara a perdas de mais de nove milhões apresentadas no período homólogo de 2017.

Além do impacto normal do desenvolvimento da actividade nos seus diferentes mercados de actuação, o grupo explica que este resultado foi também influenciado por diferenças de câmbio desfavoráveis, no valor de cerca de 38,6 milhões de euros, e ainda pelo impacto positivo, em 19,7 milhões de euros “da posição monetária líquida decorrente da aplicação da IAS 29 às empresas de Angola”, considerada agora economia hiperinflacionária.

Sem a aplicação desta norma contabilística em relação a Angola, a Teixeira Duarte teria registado um prejuízo superior a 2,2 milhões de euros.

O volume de negócios na empresa atingiu, em Junho, os 428,4 milhões de euros, o que reflecte uma diminuição de 9,8% face a Junho de 2017.

Os outros mercados desceram globalmente 20,2%, em parte resultante da menor relevância em euros da actividade em alguns mercados externos, em especial em Angola, refere ainda a Teixeira Duarte, que viu o peso da área internacional recuar de 82,8% para 73,3% do total do volume de negócios.

 

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