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PETRÓLEOS. Empresa garante ter condições para transportar combustível e sugere exclusividade ao comboio para cargas acima dos 100 quilómetros.

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Os Caminhos-de-Ferro de Moçâmedes (CFM) pretendem recuperar o transporte de combustível para a região sul de Angola, como acontecia no passado até à paralisação ferroviária, devido à guerra. A intenção foi manifestada pelo Administrador financeiro da empresa pública, António Conceição, em declarações exclusivas ao VALOR.

A conclusão do Relatório do Plano de Desenvolvimento Nacional do sector Petrolífero conclui que o transporte de combustíveis, por via ferroviária, ainda é incipiente e inferior a 10% e, por isso, recomenda uma maior utilização das instalações no Lobito e um aumento da capacidade do terminal do Namibe.

Os caminhos-de-ferro já foram transportadores exclusivos dos derivados de petróleo. Mas a paralisação das três linhas obrigou a Sonangol a assumir essa responsabilidade, por via rodoviária, suportando os custos.

Os CMF sentem-se agora em “condições de resgatar o transporte exclusivo de combustível”, mas António Conceição alerta que é “desejável estabelecerem-se regras em que os caminhos-de-ferro fiquem com as rotas de longo curso e a camionagem com o de médio”. Para os CMF, o transporte de combustível para as grandes cidades deve ser feito pela via ferroviária e, para intermunicipalidade, via terrestre. “Conforme está padronizado nalguns países”, o transporte acima dos 100 quilómetros pertence aos caminhos-de-ferro, ao passo que quantidades abaixo é por via rodoviária.

António Conceição recomenda também que se dispensem os camiões do terminal oceânico do Namibe, onde o comboio abastece, colocando-os apenas nas centrais logísticas para levar aos postos de abastecimento estabelecendo uma relação tipo grossista/retalhista.

Solicitações irregulares

Os CFM têm um acordo com a Sonangol para o transporte com uma frequência semanal de 670 metros cúbicos de gasóleo para o Namibe, Huila e Kuando-Kubango, mas as solicitações da empresa petrolífera não têm sido regulares, sendo que a gasolina é ainda transportada por via rodoviária.

“Em 2014, a Sonangol inspeccionou e certificou as cisternas de gasóleo e deixou para a rodovia o transporte de gasolina, agora esperamos que faça o mesmo processo para o transporte de gasolina, visto que possuimos capacidades ilimitadas e estamos à vontade para responder à procura dos nossos serviços pela Sonangol”, garante António Conceição.

O director das CFM afirma que a que a Sonangol “tem tido problemas de armazenamento no Lubango e “ainda não criou as condições no Kuando-Kubango, visto que o transporte de gasóleo é feito apenas para o Namibe e Lubango”.

 

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