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REESTRUTURAÇÃO. Carlos Fernandes não vê razões para incluir a Sodepac na lista de empresas que vão ser intervencionadas. Gestor acredita que se trata de um “equívoco”.

SODEPAC

O presidente do conselho de administração (PCA) da Sociedade de Desenvolvimento do Pólo Agroindustrial de Capanda (Sodepac), Carlos Fernandes, garante que a empresa se encontra de “boa saúde financeira e técnica-operacional”, afirmando ter sido um “equívoco” a sua inclusão no grupo de empresas que precisam de ser monotorizadas por alegada incapacidade de desenvolver negócios.

Carlos Fernandes reage, desde modo, à publicação do despacho conjunto dos ministérios das Finanças e da Agricultura e Florestas que cria uma comissão para monitorizar as empresas públicas agrícolas, nomeadamente a Sociedade de Desenvolvimento de Perímetros Irrigados (Sopir), Empresa de Mecanização Agrícola (Mecanagro), Empresa de Recebimento e Exportação do Café (Cafangol) e a Sodepac.

“A qualquer momento tudo será esclarecido entre o Ministério da Agricultura e o das Finanças, porque não entendo por que razão a Sodepac foi incluída nesse grupo de empresas. Mas vamos aguardar”, acalma-se o engenheiro agrónomo, que dirige a instituição desde a sua fundação, em 2008.

No Pólo Agro-industrial de Capanda (em Malanje), gerido pela Sodepac, existem três fazendas do Estado (Pungo Andongo, Pedras Negras e Quizenga) que se encontram em falência, mas não estão incluídas ‘no raio de acção’ da comissão monitora.

De acordo com o despacho, a comissão, que integra técnicos dos dois ministérios, tem a missão de apurar as causas que originam a incapacidade das referidas empresas em conceber planos sustentáveis de negócios. Os resultados do ‘inquérito’ devem ser apresentados já esta semana. As empresas enfrentam problemas de ordem financeira, há algum tempo, deixando trabalhadores vários meses sem salários. Estes, por sua vez, reagem com greves.

No caso da Mecanagro, por exemplo, o ministro da agricultura, Marcos Nhunga, já assumiu estar em curso um processo de extinção, enquanto para a Sodepac se projecta uma reestruturação. Mais privatizações O economista Josué Chilundulo defende a privatização de mais de 70% das empresas públicas devido à baixa rentabilidade, lamentado que estas, ao invés de serem grandes contribuintes, “representem mais passivos para o Tesouro Nacional”.

Em 2017, por exemplo, o Governo previa injectar 70 mil milhões de kwanzas, equivalente a 324,8 milhões de dólares, na capitalização de empresas públicas.

O professor universitário reconhece, no entanto, que o processo de refundação e privatização implica também uma redução da mão-de-obra, sugerindo, por isso, que esse problem pode ser resolvido com medidas que estimulem o surgimento de mais empresas privadas a prestarem os mesmos serviços”. “De outra forma, as empresas continuarão a representar um grande peso negativo na economia nacional.”

 

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