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DIAMANTES. Endiama avisa que a meta de produção de 14 milhões de quilates só vai ser alcançada com a exploração de novas minas.

Jose Ganga Junior

A nova política de comercialização de diamantes, aprovada na última sessão do Conselho de Ministros, que confere direitos aos produtores de comercializar directamente uma parte da produção, impõe à Endiama o desafio de se estruturar, prevê José Ganga Júnior, presidente do conselho de administração da empresa.

Reagindo à decisão do Governo, a Endiama declara que já está a trabalhar no fomento da indústria mineira, apontando os obstáculos que devem ser ultrapassados. Como exemplo, a empresa cita o facto de não existir uma única mina sustentada por energia limpa, com excepção de Catoca, alimentada, em parte, pela hidroeléctrica do Chicapa. As restantes trabalham com geradores, o que acaba por onerar mais os custos de produção.

Quanto à meta de, até 2022, atingir a produção de 14 milhões de quilates de diamantes, Ganga Júnior prevê que seja alcançada com a exploração de “novas minas de boa dimensão”. Além do Luachi, existem outros kimberlitos cujos contratos de investimento estão em preparação e que vão ser aprovados brevemente. Antes disso, a Endiama considera desafectar os anteriores concessionários que não cumpriam com os respectivos projectos de exploração.

Para o ministro dos Recursos Minerais e dos Petróleos, Diamantino Azevedo, a nova política de comercialização de diamantes “vai incentivar mais investimentos na produção”, além da abertura do mercado. “O documento apresenta uma diferença substancial, comparando à política anterior de comercialização de diamantes, um período em que os contratos eram feitos somente com clientes preferenciais, ou seja, um grupo restrito de empresas que compravam toda a produção”, comparou.

Ao perspectivar o futuro do sector dos diamantes, Ganga Júnior indicou, por sua vez, que passa por maior prospecção. As áreas de intervenção já foram definidas para pequenas, médias e grandes empresas, uma intenção que “pode atrair os grandes produtores mundiais”.

O PCA da diamantífera pública alertou também para a necessiadade de diverficação da economia, olhando para o caso das Lundas que reclamam mais de um milhão de habitantes, quando o sector diamantífero emprega apenas 12 mil pessoas. “Não temos alternativa, senão desenvolvermos outras actividade ligadas, como a agropecuária”, referiu.

No balanço de 2017, Ganga Júnior revelou que “com a excepção da Sociedade Mineira de Catoca, as outras empresas estão em desequilíbrio” e “a maior parte com prejuízos recorrentes”. E a explicação está relacionada com problemas de gestão e comercialização, tendo ocorrido uma subavaliação significativa dos preços dos diamantes, em muitos casos em cerca de 40% do preço do mercado.

 

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