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TELECOMUNICAÇÕES. António Nunes explica que a obrigação de os operadores terem de cobrir todo o país pode provocar desigualdades. Estações no interior são mais caras do que, na capital, por causa do retorno do investimento.

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O surgimento de novas operadoras de telecomunicações “não vai resolver as assimetrias do mercado”, alerta, ao VALOR, o presidente da comissão executiva da Angola Cables, António Nunes.

O gestor analisa o mercado em duas perspectivas: a dos centros urbanos, onde a procura é grande, e a dos espaços rurais. Aponta o exemplo de Luanda, com aproximadamente sete milhões de habitantes, levando para uma realidade diferente da dos municípios de outras províncias, em que o custo de instalar uma rede é maior, o que torna onerosa a logística. “A competição situa-se nos espaços urbanos”, insiste.

De acordo com as obrigações legais, um operador tem de colocar redes nos centros urbanos e rurais. Só que as outras províncias não geram receitas e as despesas são cobertas pelas estações de Luanda, por isso, António Nunes defende que “deve ser preocupação do órgão regulador olhar para as assimetrias do processo”.

A perspectivar uma possível entrada de um operador estrangeiro, o gestor está convencido de que se vai concentrar em Luanda e Benguela, explorando o nicho de mercado das capitais. “E não vai investir no interior, como Kuando-Kubango ou Cunene, não vai arriscar colocar dinheiro em zonas sem retorno.” António Nunes propõe que seja o Estado a assumir esse investimento ou exigir que os operadores o façam.

Vendas do ‘Monet’

A 18 de Maio, o consórcio formado pela multinacional de telecomunicações Angola Cables anunciou que os 10.556 quilómetros de cabo submarino Monet, com capacidade para 24 terabytes por segundo (TBPS), conectando Florida, nos EUA, a Fortaleza, no Brasil, estão completos, estabelecendo uma ponte digital avançada entre os dois países com capacidade para fornecer mais de 64 TBPS.

A entrada do cabo submarino permite fornecer serviços com elevada capacidade e velocidade. Angola Cables é uma multinacional que opera no mercado grossista, dona de uma rede internacional de cabos submarinos que opera em duas grandes bases de dados. Possui investimentos no valor de 500 milhões de dólares, maior parte do qual financiada pela banca.

 

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