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HOTELARIA. Depois do rompimento com as AAA, grupo francês admite voltar, mas sem a mesma parceria. Norte-americanos da cadeia Hilton também se reuniram com a ministra do Turismo e querem retomar um projecto antigo.

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A cadeia Francesa ACCOR pretende voltar a investir na hotelaria em Angola, mas, desta vez, sem o antigo parceiro, o grupo AAA, com quem rompeu, em Fevereiro, uma parceria iniciada em Novembro de 2016.

Segundo fonte ministerial, o grupo, representado pelo responsável da ACCOR Hotéis para África e Médio Oriente, manifestou a intenção num encontro que manteve, recentemente, com a ministra do Turismo, Ângela Bragança, na África do Sul.

“Os franceses já tiveram uma experiência com as AAA, mas não correu bem. Não sabemos o que houve. Há queixas de um e de outro lado. Mas eles estão interessados em regressar”, confirmou a ministra, num recente encontro com os embaixadores em Angola que visou analisar as potencialidades turísticas do país. Os franceses apresentaram a crise económica e a dificuldade de acesso às divisas como as razões para a rescisão do contrato que previa a gestão, pela ACCOR, das 50 unidades hoteleiras do grupo AAA.

No entanto, ao VALOR, o presidente do conselho de administração do grupo, Carlos São Vicente, considerou o rompimento “necessário”, pela parte angolana, porque os benefícios “eram fracos” e “ficaram aquém dos objectivos”. Uma das razões, apontou São Vicente, foi o facto de o grupo não ter enviado a Angola a equipa que deveria formar os angolanos, como acordado.

A ACCOR Hotéis é uma multinacional com sede em França, fundada em 1967, e que actua nos ramos hoteleiro, agências de viagens, ‘spas’, restauração e gestão de casinos. Está presente em 100 países e conta com mais de 250 mil colaboradores. É proprietária de quase quatro mil unidades hoteleiras em diversas marcas e classes e está cotada na bolsa de londres. A receita do grupo francês subiu no primeiro trimestre, deste ano, 9,5%, chegando aos 633 milhões de euros. O resultado foi impulsionado pelos resultados na Europa, Ásia e América.

Hilton também estuda o mercado

Além do grupo ACCOR Hotéis, o Ministério do Turismo também se reuniu com responsáveis da cadeia de hotéis Hilton, para África e Médio Oriente que também manifestaram interesse em investir em Angola. “Há interesses. Disseram-nos para visitar o que têm no Dubai, para verem o padrão deles”, salientou a ministra Ângela Bragança.

No entanto, não é a primeira vez que a marca Hilton dá sinais de querer instalar-se em Angola. Em 2012, representados pela empresa namibiana United Africa Group, anunciou um investimento em parceria com o grupo angolano Chicoil.

O acordo, que não foi cumprido, previa construir um hotel de cinco estrelas, denominado ‘Hotel Hilton Angola’, num amplo investimento orçado em mais de 75 milhões de dólares, numa obra que se concretizaria em seis meses, em Luanda.

Na altura, o presidente do conselho de administração do grupo Chicoil, Elias Chimuco, garantiu que o projecto poderia gerar mais de 120 postos de trabalho directos.

 

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