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AEROPORTOS. Exploração na plenitude das capacidades disponíveis em todos os aeroportos é prioridade da empresa. Negócio da não-aviação corresponde a 32% do global das receitas da empresa.

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A Empresa Nacional de Exploração de Aeroportos e Navegação Aérea (ENANA) facturou, em 2017, cerca de 8,2 mil milhões de kwanzas com a actividade não ligada à aviação, passando esse segmento a representar 32,3% das receitas totais da empresa.

A taxa de ocupação (restaurantes, lojas, casas de câmbios), com 41%, é a que mais contribuiu, seguindo-se a armazenagem e a publicidade com 27% e 12%, respectivamente.

A empresa pretende dinamizar estas áreas de negócio, aproveitando a reabilitação, nos últimos anos, de 15 aeroportos, alguns de dimensão internacional. Tal é o caso do aeroporto da Catumbela, onde a prioridade recai sobre parques de estacionamento, restaurantes e lojas, visto que a ocupação “não é ainda o desejável”, como admite a directora comercial da ENANA, Manuela Martins. Além disso, a empresa pretende gerir todos os parques de viaturas em todas as províncias e não apenas em Luanda, como acontece actualmente.

É na capital do país, desde logo, onde o negócio está mais segmentado, com mais de 50 lojas e escritórios no terminal de voos internacionais. A empresa está a lançar novos serviços, como o de comunicação, que prevê o fornecimento de internet e telefones, além de prever investir na hotelaria.

No caso dos aeroportos reabilitados, mas praticamente inoperantes, como do Luau, no Moxico, Manuela Martins afirma que a sua dinamização está dependente da presença de mais companhias, mas consider que a situação não é “tão má como se pensa”. Os aeroportos do Uíge, Ndalatando e do Luau raramente recebem voos, “ainda assim, há algumas companhias aéreas e alguns sítios e lojas que foram arrendados, mas sem a adesão desejada”. A responsável da ENANA garante que a empresa se “tem esforçado por mostrar aos empresários as oportunidades que existem fora de Luanda”.

Quanto à rescisão de contratos por parte de alguns prestadores de serviços, motivada pela questão cambial, a ENANA diz que se trata de um “empecilho”. Mas explica que, nos últimos dias, o quadro registou alguma melhoria com a redução de solicitações de rescisão.

‘ENANAS’ PELO MUNDO

A partipação do negócio não ligado à aviação nas receitas da ENANA é superior, por exemplo, à da congénere portuguesa, A ANANA Aeroportos, entre 2014 e 2016. Em três anos, foram, respectivamente, de 26%, 25,9% e 26,3%. No entanto, é superada pelos 43% do conjunto dos seis principais aeroportos na Índia, no primeiro trimestre de 2018.

Estudos de uma das mais importantes redes internacionais de pesquisa e consultoria, a Cornestone International, divulgado em 2016, referem que, para o sistema aeroportuário internacional, as receitas “não relacionadas à aviação” representam, em média, mais de 60% da facturação anual, visto que os aeroportos se tornaram ‘shopping centers’ e prestadores de serviços para fins comerciais e sociais.

O negócio da não-aviação corresponde, entre outros, à exploração e ocupação de espaços como restaurantes, lojas, escritórios, publicidade, estacionamento de viaturas, acesso aos aeroportos, armazenamento e aprovisionamento.

 

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